Os vasos tradicionais de linhas simples começam a dividir espaço com modelos escultóricos e formas orgânicas na decoração de interiores. A tendência que avança para 2027 transforma o recipiente da planta em parte do projeto, com volumes maiores, superfícies texturizadas e acabamentos artesanais capazes de funcionar como objetos decorativos mesmo sem chamar atenção pela cor.
O vaso de flores deixa de ser apenas um suporte para a planta
Durante muito tempo, a escolha do vaso era feita principalmente pelo tamanho necessário para acomodar a espécie. Nos interiores contemporâneos, cresce a ideia de escolher o recipiente também por sua forma, textura e proporção, fazendo com que planta e vaso sejam percebidos como uma única composição.
Essa abordagem acompanha uma valorização maior de objetos com aparência escultórica. A Architectural Digest reúne modelos de vasos internos nos quais cerâmica, desenhos incomuns e acabamentos marcantes deixam de ser detalhes secundários e passam a contribuir diretamente para a estética do ambiente.

Formas curvas ganham espaço no lugar de desenhos muito rígidos
Vasos cilíndricos e completamente retos continuam funcionais, mas modelos com curvas assimétricas, bases arredondadas e silhuetas inspiradas em formas naturais aparecem com maior destaque. A ideia é suavizar ambientes dominados por paredes retas, móveis quadrados e superfícies muito uniformes.
A tendência também conversa com um movimento mais amplo do design atual. Ao apontar direções vistas na Semana de Design de Milão de 2026, a Architectural Digest destacou formas orgânicas, referências botânicas e valorização do trabalho artesanal, elementos que ajudam a explicar o avanço de peças com aparência menos industrial.
Um vaso grande pode funcionar melhor do que vários pequenos
Outra mudança está na escala. Em vez de espalhar diversos vasos pequenos por estantes, mesas e cantos, alguns projetos estão apostando em uma planta de maior porte acompanhada por um recipiente com presença suficiente para criar um ponto focal.
Essa estratégia pode reduzir a sensação de objetos acumulados e destacar melhor a vegetação. Em ambientes com pé-direito alto ou cantos vazios, uma composição vertical também ajuda a preencher o espaço sem adicionar muitos móveis, desde que o tamanho final da planta adulta seja considerado antes da escolha.
Cerâmica e superfícies artesanais reforçam o efeito contemporâneo
Texturas irregulares, cerâmica fosca, aparência mineral e acabamentos que deixam pequenas variações visíveis estão entre as opções que combinam com esse estilo. Em vez de buscar uma superfície perfeitamente uniforme, a proposta valoriza marcas e relevos que fazem cada recipiente parecer mais próximo de uma peça artesanal.
Essa preferência também aparece na decoração além dos vasos. A Architectural Digest identificou em 2026 uma retomada do trabalho manual e dos materiais táteis em diferentes categorias de design, movimento que favorece objetos com acabamento menos padronizado e maior sensação de autoria.

A planta precisa combinar com a proporção do recipiente
Um vaso escultórico chama atenção, mas não pode ser escolhido apenas pelo formato. É necessário verificar se existe espaço para as raízes, drenagem apropriada e compatibilidade entre o recipiente e as necessidades da espécie, principalmente quando a planta ficará dentro de casa por longos períodos.
Também vale observar a iluminação do local antes de posicionar o conjunto. A Architectural Digest destaca que plantas podem assumir um papel escultórico na decoração, mas a escolha deve considerar escala, formato e relação com o ambiente. Um vaso bonito não compensa uma espécie instalada em condições inadequadas de luz.
Como adotar a tendência sem trocar todos os vasos da casa
Não é necessário substituir toda a coleção para atualizar a decoração. Uma maneira simples é escolher um único vaso protagonista para a sala, hall ou varanda e manter modelos mais discretos nas demais plantas, criando contraste sem deixar todos os elementos competindo pela atenção.
Tons terrosos, areia, bege, verde suave e acabamentos naturais facilitam a combinação com madeira, pedra e tecidos. Para 2027, a mudança está menos em abandonar completamente os vasos tradicionais e mais em tratar alguns recipientes como parte central da decoração, escolhendo forma, escala e material com a mesma atenção destinada a uma luminária ou pequena escultura.




