O retorno às aulas, após períodos de férias ou feriados prolongados, é frequentemente seguido por um aumento nas doenças infecciosas entre crianças e adolescentes. Isso acontece principalmente devido ao contato próximo em ambientes escolares, onde a circulação de vírus e bactérias ocorre de maneira facilitada. Durante as férias, o convívio social tende a ser limitado, reduzindo as chances de infecção, mas com a volta à rotina escolar novos desafios de saúde emergem para alunos e professores, exigindo atenção especial de famílias e profissionais de saúde.
Quais medidas que reduzem a transmissão de infecções nas escolas?
Embora a eliminação completa do risco de infecções não seja viável, algumas medidas podem reduzir significativamente a transmissão de doenças nas escolas. Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel é uma medida crucial, principalmente antes das refeições e após usar o banheiro.
Também é essencial educar as crianças a cobrir a boca e o nariz com o antebraço ao espirrarem ou tossirem, evitando o uso das mãos. Sempre que possível, deve-se manter ambientes arejados, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e orientar que crianças com febre ou mal-estar fiquem em casa até melhorarem.
Para compreender melhor as medidas de prevenção e controle de infecções em serviços de saúde, assista ao vídeo a seguir, no qual o(a) especialista explica o assunto de forma clara e didática no canal Escola de Extensão.
Como manter a imunidade das crianças forte no retorno às aulas?
Para garantir uma resposta imunológica eficaz, é crucial adotar hábitos como alimentação variada e equilibrada, hidratação adequada, sono regular e prática de atividades físicas compatíveis com a idade da criança. Embora esses cuidados não impeçam completamente que adoeçam, ajudam o organismo a lidar melhor com as infecções, muitas vezes reduzindo a gravidade e a duração dos sintomas.
O suporte de um pediatra regular também é importante para monitorar o desenvolvimento, acompanhar o crescimento e oferecer orientações personalizadas para cada caso. Em situações de doenças recorrentes, o médico pode investigar fatores ambientais, alergias ou outras condições que estejam interferindo na imunidade.
Uso de suplementos é necessário para a imunidade infantil?
Apesar de comuns, vitaminas e suplementos geralmente não são necessários quando a alimentação, o sono e as vacinas estão adequados. Nesses casos, o organismo costuma receber todos os nutrientes essenciais por meio de uma dieta equilibrada e variada, adequada para a faixa etária.
Segundo especialistas, o papel da família e do pediatra é garantir que o estilo de vida da criança promova uma boa saúde e que qualquer intervenção adicional seja adotada apenas após cuidadosa avaliação. Suplementos podem ser indicados em situações específicas, como deficiências comprovadas de ferro, vitamina D ou outros nutrientes.

Qual a importância da vacinação para prevenir doenças na escola?
A vacinação continua a ser uma das estratégias mais eficazes para proteger as crianças de doenças enquanto promove a imunidade coletiva. Manter o calendário vacinal em dia é fundamental, garantindo proteção contra uma variedade de agentes infecciosos conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e das sociedades pediátricas.
Além de seguir essas diretrizes, é crucial que os pais estejam atentos a sinais de alerta, como febre persistente, dificuldades respiratórias e prostração intensa, procurando auxílio médico quando necessário. Para facilitar o cuidado diário, vale lembrar alguns pontos importantes sobre vacinação e prevenção no contexto escolar:
- Verificar regularmente a caderneta de vacinação e atualizar as doses em atraso.
- Manter crianças doentes em casa até que não apresentem mais febre ou sintomas importantes.
- Comunicar a escola sobre diagnósticos de doenças contagiosas para orientar possíveis contatos.
- Reforçar, em casa e na escola, hábitos de higiene, etiqueta respiratória e uso correto de máscaras quando indicado.
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









