Tráfico de animais

Caso naja: Acusado de traficar cobras guardava ratos no freezer

Pedro Henrique Krambeck contava com a ajuda da mãe, a advogada Rose Meire dos Santos, para alimentar as serpentes com os camudongos

Darcianne Diogo
postado em 13/08/2020 14:37 / atualizado em 13/08/2020 16:35
Pedro Henrique Krambeck pediu ajuda a amigos para armazenar as serpentes -  (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Pedro Henrique Krambeck pediu ajuda a amigos para armazenar as serpentes - (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Acusado de traficar animais silvestres, Pedro Henrique Krambeck Lehmukl, 22 anos, guardava vários ratos dentro do freezer de casa, no Guará 2. O estudante de medicina veterinária acumulava os animais para alimentar as 23 serpentes, incluindo a naja kaouthia. Ele foi indiciado 23 vezes pelo crime de tráfico de animais silvestres, maus-tratos, associação criminosa e exercício ilegal da profissão.

Na geladeira de casa, policiais encontraram diversos ratos congelados. O jovem também abrigava, na residência, camundongos vivos, que ficavam na área de serviço. “A criação deles tem um odor característico e, na casa, havia um cheiro muito ruim dos ratos”, disse o delegado da 14ª Delegacia de Polícia (Gama) Willian Andrade.

A mãe de Pedro Henrique, a advogada Rose Marie, era responsável por alimentar as cobras com os ratos. Ela foi indiciada por fraude processual, corrupção de menores, tráfico de animais, maus-tratos e associação criminosa.

De acordo com o investigador, o apartamento onde a família reside, no Guará 2, começou a ficar pequeno devido ao número de cobras e, por isso, para ‘espalhar’ as serpentes, Pedro solicitou a ajuda de amigos. “A conclusão das investigações é de que o rapaz trafica animais, traz cobras de outros estados e as vende”, detalhou.

Constatou-se que o acusado entrou para o esquema do tráfico em 2017. “Ele adquiriu várias serpentes e viu o quanto é rentável esse negócio”, acrescentou Willian Andrade. Cada filhote chegava a ser vendido por R$ 500.

Pedro Henrique foi indiciado 23 vezes por tráfico de animais silvestres, maus-tratos, associação criminosa e exercício ilegal da profissão. O inquérito segue para o Poder Judiciário, que decidirá se o suspeito continuará respondendo em liberdade ou ficará preso. Caso condenado, ele poderá pegar mais de 30 anos de prisão.

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