JUSTIÇA

Julgamento do distrital José Gomes é adiado; relator vota por cassação

O parlamentar teve o mandato cassado por abuso de poder econômico por ter coagido funcionários da própria empresa para conseguir votos

Correio Braziliense
postado em 20/08/2020 18:02 / atualizado em 20/08/2020 18:02
O deputado distrital José Gomes (PSB) recorreu contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) -  (crédito:  Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O deputado distrital José Gomes (PSB) recorreu contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) - (crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou o julgamento de um recurso do deputado distrital José Gomes (PSB) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que cassou o mandato do parlamentar. O julgamento foi suspenso após o ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto fazer um pedido de vista. 

O parlamentar havia sido cassado pela prática de abuso do poder econômico nas eleições de 2018. Em abril de 2019, a Corte Eleitoral distrital analisou a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Ajie) e decidiu pela cassação do deputado. De acordo com o processo, durante a campanha eleitoral, ele teria coagido funcionários da própria empresa, a Real JG Serviços Gerais, para que votassem nele.

Ainda de acordo com a denúncia, um primo do parlamentar teria solicitado aos funcionários da empresa total engajamento na futura campanha e votos para o então candidato. Os trabalhadores, cerca de 10 mil, ainda teriam sido ameaçados de demissão. José Gomes foi eleito para a CLDF com 16,5 mil votos.

O relator do recurso no TSE, o ministro Og Fernandes, votou a favor da cassação do distrital. Ele destacou que José Gomes já se apresentava como candidato aos funcionários da empresa. Além disso, há mensagens de áudio em que os trabalhadores são alertados de que o empregador mantinha no cadastro a relação dos números dos títulos de eleitores e os locais de votação.

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