Meio ambiente

Em menos de 8 meses, incêndios no DF destruíram mais de 13 mil hectares

Dados obtidos com exclusividade pelo Correio mostram que, entre janeiro e até esta sexta-feira (11/9), houve um total de 5.136 ocorrências de queimadas

Darcianne Diogo
postado em 11/09/2020 22:17
Entre setembro e janeiro houve um registro de 5.136 chamados para controlar incêndios  -  (crédito: Divulgação/CBMDF)
Entre setembro e janeiro houve um registro de 5.136 chamados para controlar incêndios - (crédito: Divulgação/CBMDF)

Os termômetros registraram, nesta sexta-feira (11/9), o dia mais quente e seco de 2020 no Distrito Federal. A umidade relativa do ar caiu para 10%, colocando a capital em estado de alerta. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura máxima chegou a 33.1°C no DF, especificamente, na Ponte Alta do Gama e, em Brasília (Área Central), 31.3°C. Nesse período de seca, especialistas alertam sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar desidratações.

Umidades baixas e temperaturas altas contribuem, também, para os incêndios em vegetação no DF. Dados obtidos com exclusividade pelo Correio, disponibilizados pelo Corpo de Bombeiros, mostram que, somente entre janeiro e setembro (até ontem) deste ano, 13.784,59 hectares foram atingidos pelas chamas. No mesmo período do ano passado, o número foi de 14.652,82 hectares.

Com relação ao número de ocorrências de incêndios em vegetação atendidas pelo CBM-DF, houve um registro de 5.136 chamados entre janeiro e setembro deste ano e de 8.830 em 2019. “Assim como nós, seres humanos, desidratamos, a vegetação também se desidrata ao longo do período da seca. A tendência é incendiar mais. Nesse período, a equipe concentra os esforços entre 10h e 18h, onde há maior número de efetivo. Em áreas grandes, por exemplo, onde houve queimadas, costumamos fazer rondas para prevenir possíveis ignições”, explicou o tenente Walmir Oliveira.

Segundo ele, a recomendação para os brasilienses é que se evite fazer fogueiras, queimar lixos e jogar o cigarro aceso na rua. “Outra orientação é não queimar o resto de poda ou roçagem. Às vezes, a pessoa não percebe, mas o vento pode levar uma fagulha e cair em uma área que propicia o incêndio”, frisou.

Durante o período da seca, entre agosto e setembro, o combate por parte da corporação é avançado, como explica o tenente. “Entre esses meses, estamos na fase de combate avançado. Mas, para nós, a operação começa em meados de abril e avançamos na medida em que os indicadores de seca vão piorando e, com isso, ampliamos os recursos”, diz.

Ainda nesta sexta-feira, a Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil chegou a emitir um alerta, via SMS, aos brasilienses, informando sobre a porcentagem da umidade do ar (10%) e orientando sobre a importância de ingerir bastante água e evitar exposição ao sol. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pelo menos, até 19 de setembro, pelo menos, não há previsão de chuva e as temperaturas permanecerão altas.

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