lixo eletrônico

Distrito Federal terá 120 pontos de descarte de lixo eletrônico

Um total de 50 mil toneladas de lixo eletrônico devem ser coletados por ano no DF; programa vai reformar mais de 5 mil computadores e entregar 100 laboratórios de informática à comunidade

Hellen Leite
postado em 02/10/2020 12:52
O lixo será reciclado ou reaproveitado, quando em condições -  (crédito: SCTI/Divulgação)
O lixo será reciclado ou reaproveitado, quando em condições - (crédito: SCTI/Divulgação)

O computador, o celular, a televisão, todo equipamento eletrônico envelhece e vira lixo. Com a rápida evolução da tecnologia, o que não falta em casa são produtos ultrapassados que, se descartados de forma incorreta, podem oferecer riscos ao meio ambiente. Atualmente, o Distrito Federal conta com 60 pontos de descarte de lixo eletrônico, mas esse número vai dobrar a partir do mês de outubro. Todas as cidades do Distrito Federal serão beneficiadas.

A ideia é da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), que querem transformar Brasília na primeira cidade a atingir a meta estipulada no Acordo Setorial de Eletroeletrônicos, que é de um ponto de descarte para cada grupo de 25 mil habitantes.

A execução do Programa Reciclo-Tech, que será lançado na próxima terça-feira (6/10), é de responsabilidade da ONG Programando o Futuro, com sede no Gama. Segundo o assessor especial da Secti e coordenador da entidade, Anderson Freire, o programa nasceu da necessidade de políticas públicas para o descarte de lixo eletrônico.

"O intuito é conscientizar a população sobre o descarte de lixo eletrônico obedecendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Brasília sai na frente nesse quesito, pois atualmente é o único polo de economia circular e logística reversa do país. Nenhum outro estado tem uma política de descarte de lixo eletrônico como a que estamos implantando", comenta Freire. 

Todo material coletado passa por uma triagem, responsável por separar os itens que ainda estão em condições de uso dos que já não funcionam mais. Aqueles que são recuperados têm como destino a inclusão digital. A expectativa da Secti é coletar 50 mil toneladas de lixo eletrônico por ano, recondicionar mais de 5 mil computadores e entregar 100 laboratórios de informática à comunidade. O investimento no projeto foi de R$ 3 milhões.

O Reciclo-Tech ainda irá capacitar, anualmente, 1000 jovens a partir de 14 anos por meio de cursos de informática básica, manutenção de computadores, redes e robótica. Além disso, o plástico retirado dos itens descartados já tem destino certo. "Antigamente, o plástico era lixo descartável. Atualmente, fazemos a trituração do plástico e ele vira matéria-prima para a produção de filamento de impressoras 3D, produção de pisos ecológicos e estamos em fase de testes para utilizá-lo também em próteses para pessoas amputadas no futuro", finaliza o Freire.

Lista de lixo eletrônico

Computadores
Tablets
Monitores
Teclados
Impressoras
Câmeras Fotográficas
Aparelhos de Som
Lâmpadas Eletrônicas
Televisores
Geladeira
Fogão
Micro-ondas
Rádios
Telefones
Celulares
Carregadores
Baterias
Pilhas
Fios

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