Saúde

Hospital de Campanha de Águas Lindas será desmontado

Segundo governo de Goiás, desmonte segue determinação do Ministério da Saúde; atendimento deve ser reforçado nas unidades de Luziânia e Formosa

Washington Luiz
postado em 06/10/2020 17:51 / atualizado em 07/10/2020 21:38
Inaugurada em junho, unidade atende região do entorno do Distrito Federal -  (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
Inaugurada em junho, unidade atende região do entorno do Distrito Federal - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

A Secretaria de Saúde de Goiás vai começar a desmobilizar o Hospital de Campanha de Águas Lindas em 22 de outubro, data em que termina o acordo de cooperação técnica com o Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, a intenção do governo local era manter a estrutura até dezembro, mas o desmonte será antecipado para cumprir uma determinação do governo federal. 

“O MS cedeu a unidade para a saúde estadual com prazo de vigência que se encerraria em 22 de setembro e, desde o mês passado a SES-GO solicitou a manutenção da unidade até dezembro de 2020. No entanto, o MS, responsável pela estrutura física da unidade, determinou que a unidade seja mantida apenas por mais 30 dias”, disse a secretaria, em nota.

Para tentar evitar prejuízos à população que necessita da unidade, a secretaria prometeu ampliar os leitos nos Hospitais de Campanha de Luziânia e Formosa, que, segundo o governo estadual, “permanecerão perenes após a pandemia, integrando a rede de atenção à saúde do estado de Goiás”.

Também por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que o Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a pasta e o Estado de Goiás em 22 de maio tinha prazo determinado de até 120 dias – podendo ser prorrogado por meio de aditivo solicitado pelo governo local ao ministério mediante ofício. Esclareceu, no entanto, que "não recebeu tal notificação do governo de Goiás".

Inaugurado em junho, o Hospital de Campanha de Águas Lindas realizou 772 internações e chegou a atingir a ocupação máxima dos leitos de UTI nos momentos de pico. Atualmente, a secretaria afirma que “observa-se uma queda gradual das taxas de ocupações diárias e, nesta terça-feira (6/10), o porcentual se encontra em 86% para leitos de UTI”.


 



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