VIOLÊNCIA

Morador de Águas Claras é flagrado agredindo cachorros em condomínio

O homem, de 41 anos, agridiu um dos animais diversas vezes, jogando-o no chão. Vizinhos foram os responsáveis pela denúncia

Sarah Peres
postado em 19/10/2020 15:25 / atualizado em 19/10/2020 15:25
O homem agrediu diversas vezes o animais, suspendendo-o no ar antes de jogá-lo ao chão -  (crédito: Reprodução/Material cedido ao Correio)
O homem agrediu diversas vezes o animais, suspendendo-o no ar antes de jogá-lo ao chão - (crédito: Reprodução/Material cedido ao Correio)

Um homem, de 41 anos, acabou preso em flagrante por maus-tratos animais. O caso ocorreu em um condomínio localizado na Alameda das Acácias, em Águas Claras, neste último domingo (19/10). O suspeito foi filmado agredindo os cachorros de estimação, por meio do circuito interno de segurança do edifício e por vizinhos.

O Correio teve acesso a dois vídeos que mostram a violência. No primeiro, o homem aparece adentrando o hall do prédio onde reside, na companhia dos cachorros. Ali, ele passa a arrastar, com força, um dos animais pelo chão — ele usa uma coleira de pescoço. Ao chegar próximo ao elevador, ele segura no alto esse mesmo cão, e depois, joga-o contra o piso (veja abaixo).

Na segunda filmagem, o acusado está no elevador com os cachorros de pequeno porte. Ele continua com as agressões, levantando um dos animais e jogando-o contra o chão, pelo menos quatro vezes. Depois, ele suspende o bicho no ar, e observa a cena, sem colocar o cão no chão (veja abaixo).

As cenas causaram revolta entre os residentes do prédio, que denunciaram o morador à Polícia Militar. A equipe foi até o local e, ali, constatou a situação de maus-tratos animais tanto pelas filmagens, quanto pelos relatos das testemunhas. Por isso, os três cachorros foram resgatados.

Para a advogada do Fórum Animal, Ana Paula de Vasconcelos, situações como essa demonstram importância das denúncias da população. A atitude desses moradores salvou a vida desses animais do sofrimento que já viam passando há bastante tempo. Além da punição temos o caráter educativo também”, analisa.

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