JUSTIÇA

Caso Genir: Marinésio é denunciado por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver

O crime ocorreu em 2 de junho de 2019, após a vítima sair de um condomínio onde prestava serviços à uma amiga, no Paranoá

Sarah Peres
postado em 20/10/2020 17:18 / atualizado em 20/10/2020 17:19
Genir Pereira, 47 anos, desapareceu em 2 de junho de 2019 -  (crédito: Arquivo pessoal)
Genir Pereira, 47 anos, desapareceu em 2 de junho de 2019 - (crédito: Arquivo pessoal)

O cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto foi denunciado pelo feminicídio de Genir Pereira de Sousa, 47 anos. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entregou a denúncia contra o acusado nesta segunda-feira (19/10), que será analisada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

O inquérito da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) foi analisado pelo promotor Nathan da Silva Neto, que atuará no caso, e irá ao Tribunal do Júri de Planaltina. Ele acatou as autuações contra o cozinheiro. A denúncia foi por homicídio quintuplamente qualificado: motivo torpe, emprego de asfixia, dissimulação, feminicídio e objetivo de ocultar outro crime; além de estupro e ocultação de cadáver.

“Nossa esperança é que ele seja condenado e receba pena à altura da gravidade dos crimes praticados, de modo a dar uma resposta satisfatória aos familiares das vítimas e a toda a sociedade”, defende o promotor de Justiça.

O caso

Genir desapareceu em 2 de junho de 2019, após sair de um condomínio do Paranoá, onde prestava serviços a uma amiga. Câmeras de segurança filmaram o momento em que Marinésio para em uma parada de ônibus da área, em uma Blazer Cinza. Ele se passou por motorista de transporte pirata para atrair a vítima. O corpo dela foi encontrado 10 dias depois, em área de mata.

A investigação da 6ª DP chegou até Marinésio depois dele ser preso pelo feminicídio da advogada Letícia Curado, de 26 anos, em agosto do mesmo ano. Em depoimento, o cozinheiro confessou ter enganado Genir para que ela entrasse no veículo dele e, então, cometeu o ataque.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação