PANDEMIA

MP: leitos criados na pandemia podem atender quem espera cirurgias eletivas

O órgão verificou que mais de 70 pessoas aguardam vagas de UTI na rede pública de saúde. Número é considerado alto para os padrões do DF

Correio Braziliense
postado em 06/11/2020 21:05 / atualizado em 06/11/2020 21:08
 (crédito: PAULO H. CARVALHO/CB/D.A PRESS)
(crédito: PAULO H. CARVALHO/CB/D.A PRESS)

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu para que equipamentos e leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), que eram reservados para pacientes com covid-19, sejam remanejados para cirurgias eletivas e outros tratamentos na rede pública de saúde.

A medida foi tomada após a força-tarefa do MPDFT, responsável por atuar no combate à pandemia, verificar que mais de 70 pessoas aguardam uma vaga de UTI. “Nós precisamos fazer com que hospitais e clínicas recebam esses equipamentos para que possam realizar as cirurgias e promover os tratamentos regularmente”, declarou o coordenador da força-tarefa, José Eduardo Sabo.

Além do pedido, o MPDFT recomendará à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o nome de alguns hospitais com grande volume de atendimentos e que possuem espaços apropriados para a montagem dos leitos. Até agora, a força-tarefa vistoriou os hospitais públicos em diversas regiões, como Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.

Desmobilização de leitos

Com a queda nas taxas de contaminação do novo coronavírus, o processo de desmobilização de leitos foi iniciado no começo de outubro pela Secretaria de Saúde.

O Ministério Público acompanha o processo e afirma que a ação precisa ser feita com cautela, a fim de permitir uma quantidade reserva de equipamentos e de vagas de UTI. “Nós sabemos que em algum momento pode haver o agravamento da covid. O Ministério Público está atento a isso, mas devemos atender as pessoas que estão nessas filas de espera”, ressaltou o coordenador da força-tarefa.

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