Paralisação marechal

Secretaria de Mobilidade vai punir a Viação Marechal

Motoristas e cobradores paralisam devido ao não recebimento do pagamentos das horas extras dos meses de setembro e outubro

Correio Braziliense
postado em 10/11/2020 11:09
 (crédito: Bernardo Bittar/CB/D.A Press



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(crédito: Bernardo Bittar/CB/D.A Press )

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) afirmou que irá aplicar as penalidades à Viação Marechal previstas em Ordem de Serviço por descumprir os repasses aos motoristas e cobradores que protestam contra o atraso no pagamento das horas extras. Cerca de 75 mil passageiros foram prejudicados com a paralisação.

Em nota, a Viação Marechal disse que está em dia com os pagamentos de salários, tíquetes refeição e cestas básicas de todos os colaboradores. No entanto, ainda há um atraso na quitação das horas extras dos meses de setembro e outubro, que não afetam a todos os empregados. "Esses atrasos foram causados pela redução de mais de 50% na quantidade de passageiros transportados em razão das medidas de isolamento social para o enfrentamento da covid-19", explica.

A Semob ressaltou que devido à paralisação da empresa, colocou em operação um plano emergencial disponibilizando 80 ônibus das outras quatro empresas para garantir o transporte da população. As empresas de viação estão reforçando da seguinte forma:

  • Piracicabana está reforçando as linhas que saem da Rodoviária, W3 Norte e Sul para o Guará;
  • Pioneira está reforçando as linhas que saem do Gama e de Santa Maria para Taguatinga e Ceilândia;
  • Urbi está reforçando as linhas que têm operação conjunta com a Marechal para Samambaia, Taguatinga, Riacho Fundo II e dando apoio ao atendimento da Rodoviária do Plano Piloto para Taguatinga Sul;
  • São José está reforçando as linhas que têm operação conjunta com a Marechal para Ceilândia, Taguatinga, Riacho Fundo I, Águas Claras. Além disso, está reforçando o atendimento da Rodoviária do Plano Piloto para o Setor P Sul.

A operação emergencial vai durar até o retorno dos rodoviários ao trabalho.

O Sindicato do Rodoviários ainda não se pronunciou. A reportagem continua tentando contato. 

 

Leia a íntegra da nota

A Auto Viação Marechal foi surpreendida com uma nova paralisação relâmpago promovida pelo Sindicato dos Rodoviários do DF, o que reteve toda a frota nas garagens de Taguatinga Sul e PSul causando um grande prejuízo para a população do Distrito Federal.

Os representantes da categoria infringiram decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho que determinou à entidade a manutenção de 50% da frota em circulação nos horários de pico e 30% nos demais horários. A multa diária por descumprimento é de R$ 50 mil.

A Marechal está em dia com os pagamentos de salários, tíquetes refeição e cestas básicas de todos os colaboradores. No entanto, ainda há um atraso na quitação das horas extras relativas aos meses de setembro e outubro, que não afetam a todos os empregados. Estes atrasos foram causados pela redução de mais de 50% na quantidade de passageiros transportados em razão das medidas de isolamento social para a contenção da pandemia de covid-19.

A empresa continua seguindo todas as determinações da Justiça e do GDF, especialmente a manutenção de 100% da frota em circulação além das medidas de prevenção à pandemia que reforçaram os cuidados com a higienização dos veículos.

Apesar dessas dificuldades, até agora a Marechal não demitiu nem reduziu jornadas de trabalho e salários, o que tem ampliado o desequilíbrio entre faturamento e custos.
O contrato entre a Marechal e o Governo do Distrito Federal prevê mecanismos para amenizar o problema da redução de passageiros, mas a revisão da tarifa técnica promovida pela SEMOB foi insuficiente para remunerar os serviços, apresentando alguns equívocos conceituais que já foram questionados pela Marechal.

A empresa segue promovendo todos os esforços para colocar dia os direitos dos trabalhadores.

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