PANDEMIA

Covid: especialista explica o que é a segunda onda e fala dos riscos para o DF

Leia a entrevista com o infectologista Werciley Júnior

Mariana Machado
Samara Schwingel
postado em 22/11/2020 07:58 / atualizado em 22/11/2020 08:42
 (crédito: AFP PHOTO / VATICAN MEDIA)
(crédito: AFP PHOTO / VATICAN MEDIA)

Werciley Júnior, infectologista-chefe do Hospital Santa Lúcia, explica o que é a segunda onda de uma epidemia ou pandemia e discute as possibilidades de o Distrito Federal viver algo assim com a covid-19. Leia a entrevista abaixo:

Como identificar uma possível segunda onda?

Uma segunda onda ocorre quando a região que está com o número de casos próximo a zero registra um aumento bruto e que se estabiliza. Neste momento, o Distrito Federal está passando pela fase de queda, ou seja, os números estão diminuindo, mas ainda são significativos. Por isso, considera-se que a cidade ainda não saiu da primeira onda.

Há como prevenir?

Claro. Não temos certeza de que (a segunda onda) chegará, mas é importante estarmos preparados. Com dedicação e conscientização da população é possível. As pessoas precisam saber que não se trata apenas do uso de máscaras, mas é necessário usá-las corretamente, continuar com a higienização constante das mãos e manter o distanciamento social. E, para isso, não é preciso voltar a um isolamento restrito. Basta continuar com aberturas graduais e, de novo, com protocolos e medidas de segurança necessárias para evitar a contaminação. Assim, é possível que a segunda onda nunca chegue.

Caso haja uma segunda onda na capital federal, o sistema de saúde está pronto para enfrentá-la

Inicialmente, o DF lidou muito bem com a doença, as estruturas funcionaram bem e as respostas foram rápidas. Ou seja, de modo geral, fomos bem. Agora, é preciso encontrar uma forma de manter as estruturas que foram montadas emergencialmente “engatilhadas”. Assim, caso seja necessário, elas podem voltar a funcionar rapidamente.

Uma segunda onda seria pior que a primeira?

Não necessariamente. Agora, já sabemos um pouco mais sobre o vírus e como enfrentá-lo. Por isso, é uma tendência que haja mais casos, porém menor letalidade.

O que diria para quem está cansado de tomar os cuidados necessários?

Sabemos que as pessoas estão cansadas das máscaras, do distanciamento e da higienização constante, mas é preciso que elas continuem seguindo os protocolos.

 

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