Julgamento

"A justiça foi feita", comemora família de Noélia após condenação de Almir

Almir Evaristo Ribeiro, 44 anos, foi condenado a 29 anos de prisão pelo assassinato de Noélia Rodrigues, 38. Sentença foi dada após julgamento nesta quinta (26/11)

Cibele Moreira
postado em 27/11/2020 17:37
 (crédito: Reprodução/Facebook)
(crédito: Reprodução/Facebook)

Após a condenação de Almir Evaristo Ribeiro à 29 anos de prisão pelo assassinato de Noélia Rodrigues de Oliveira, morta com um tiro na cabeça em 17 de outubro de 2019, familiares da vítima respiram aliviados. O sobrinho da vendedora, o advogado Marcus Aurélio Silva de Oliveira, 29 anos, que acompanhou o julgamento como assistente de acusação, afirma que a sentença ocorreu dentro do esperado. “A gente conseguiu demonstrar a materialidade do crime. Os votos foram unânimes e a justiça foi feita”, destacou.

Marcus conta que todos da família estão bastante satisfeitos com o desfecho do caso. “Ele não poderia ser absolvido. Ele tinha a intenção de matar Noélia. Sempre falei desde o início que não foi um assassinato, foi uma execução. E o inquérito mostra isso”, afirma o sobrinho que considerava Noélia como uma segunda mãe. Um alívio que não apaga a dor da perda, mas acalenta a família. Marcus afirma que vai continuar acompanhando a execução da pena para que seja cumprida.

O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (26/11), e contou com mais de 12 horas de duração. Na decisão, Almir responde pelos crimes de homicídio qualificado — por feminicídio e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima —, além de porte ilegal de arma de fogo.

A defesa recorreu da sentença. O advogado de Almir, Norberto Soares Neto, afirmou que já entrou com recurso para anular o processo e caso não consiga, vai pedir a redução da pena. Durante todo o processo, o acusado alegou que não cometeu o crime. “Ele jura que não matou ninguém”, destacou o advogado que contesta as provas apresentadas no júri.

“Ainda que ele fosse culpado, não justifica ter condenação à 29 anos”, afirma a defesa. Por se tratar de uma pena acima de 15 anos de reclusão, o magistrado negou o direito do réu recorrer em liberdade. Almir Evaristo Ribeiro, 44 anos, segue em prisão preventiva até a última instância do julgamento.

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