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Estrutural e Sol Nascente são as regiões mais vulneráveis do DF

Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), divulgado pela Codeplan, analisa condições da infraestrutura, capital humano, renda e trabalho e habitação de cada região administrativa

Samara Schwingel
postado em 17/12/2020 11:42 / atualizado em 17/12/2020 11:42
Infraestrutura foi um dos aspectos analisados para medir o índice de vulnerabilidade -  (crédito: Antonio Cunha/CB/D.A Press
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Infraestrutura foi um dos aspectos analisados para medir o índice de vulnerabilidade - (crédito: Antonio Cunha/CB/D.A Press )

Das 33 Regiões Administrativas do Distrito Federal, Estrutural e Sol Nascente/Pôr do Sol são as mais vulneráveis socialmente, segundo os resultados do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), indicador que avalia os aspectos da população do DF. Quanto maior o IVS, maior a vulnerabilidade social do local. Na média, as regiões chegaram a 0,72 e 0,6, respectivamente.

O estudo é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais da Codeplan (DIPOS/Codeplan). O objetivo é gerar dados para Apoiar a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT)

A iniciativa analisa fatores ligados às condições de infraestrutura, capital humano, renda e trabalho e habitação que indicam a situação de cada RA.

IVS geral das RAs
IVS geral das RAs (foto: Divulgação/Codeplan)
  

Infraestrutura e Ambiência Urbana

O primeiro indicador analisado pelo estudo avalia fatores relacionados aos domicílios e entornos como: falta de acesso a saneamento básico; maior tempo de deslocamento para o trabalho; condição viária; condição da calçada e ambiência urbana.

Neste indicador, Estrutural e Sol Nascente atingiram 0,69 e 0,64 pontos, respectivamente, seguidos por Fercal (0,5) e Planaltina (0,4). As regiões com melhores índices, ou seja, os mais baixos, foram Cruzeiro (0,03) e Sudoeste/Octogonal (0).

Capital Humano

Este indicador determina a condição de educação dos moradores de cada RA. São analisadas as condições de escolaridade em vários segmentos etários, a maternidade na adolescência e a composição de famílias que possuem crianças ou adolescentes de até 14 anos e não têm nenhum membro com ensino fundamental completo. Também integra a dimensão os jovens que não estudam nem trabalham. 

A Estrutural segue em primeiro lugar com um IVS de 0,93. Porém, desta vez, é seguida por Fercal (0,83), Sol Nascente (0,81) e Itapoã (0,75). As RAs mais bem colocadas foram Plano Piloto (0,08) e Sudoeste/Octogonal (0,04).

Renda e Trabalho

Neste indicador, os fatores analisados são relativos à insuficiência de renda das famílias, desocupação dos adultos, ocupação informal de adultos pouco escolarizados, presença de desalentados e autônomos entre as famílias com renda de até meio salário mínimo per capita e a diferença de renda em chefes de família homens e mulheres.

Varjão e Itapoã assumem os lugares mais críticos e apresentam um ínidice de 0,9 e 0,69, respectivamente. Em seguida, aparecem Estrutural (0,63), Núcleo Bandeirante (0,60) e Paranoá (0,59).

Os mais bem colocados, desta vez, foram Águas Claras (0,18) e SIA (0,06).

Habitação

O indicador analisa a necessidade de provimento de moradias para atender à demanda habitacional da população e a inadequação de domicílios relacionada às especificidades dos domicílios que prejudicam a qualidade de vida dos moradores.

A Estrutural volta a aparecer em primeiro lugar, com 0,63 seguido pelo Riacho Fundo, com 0,53. Lago Sul (0,03) e Águas Claras (0,01) foram os melhores avaliados.

 

 

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