Pandemia

Covid 19: DF registra 659 novos casos e 13 mortes em 24 horas

Número de mortes pela doença na capital federal chega a 4.388, com total de 261.456 casos confirmados. Nesta terça (12/1), DF teve a maior quantidade de contaminações desde 28 de dezembro, com mil novos casos

Ana Isabel Mansur
postado em 13/01/2021 21:28 / atualizado em 13/01/2021 21:33
 (crédito: Breno EsakiCBD.A Press)
(crédito: Breno EsakiCBD.A Press)

O Distrito Federal registrou mais 13 mortes em decorrência da covid-19 nesta quarta-feira (13/1), chegando a 4.388 óbitos pela doença. Os casos na região somam 261.456, dos quais 249.840 (95,6%) estão recuperados.

Somente entre segunda-feira (11/1) e terça-feira (12/1), mais mil pessoas tiveram testes positivos da covid-19 no Distrito Federal. No começo da semana, o aumento de contaminações havia batido recorde: foram 986 novos casos nesta segunda (11/1). Com os registros de terça (12/1), a capital tem novamente a maior quantidade de contaminações desde 28 de dezembro.

Das 13 mortes registradas, uma é de mulher que faleceu nesta quarta (13), em um hospital particular do Plano Piloto. Ela tinha entre 70 e 79 anos e não apresentava comorbidades. Oito pessoas morreram nesta terça-feira (12/1), três na segunda (11/1) e uma no último sábado (9/1).

Em relação às faixas etárias, cinco pacientes tinham 80 anos ou mais, três estavam na faixa etária entre 70 e 79 anos, quatro vítimas tinham de 60 a 69 anos e uma era da faixa etária entre 50 e 59 anos. Oito mortes ocorreram em hospitais públicos e uma na Unidade de Pronto Atendimento de São Sebastião.

Uma das vítimas fatais desta quarta (13/1) morava em Mato Grosso e apenas duas não tinham comorbidades. Dez pessoas apresentavam doença cardiovascular, sete tinham distúrbios metabólicos, dois pacientes eram obesos, duas pessoas sofriam de nefropatia e uma, de pneumopatia.

Do total de óbitos registrados no DF desde o início da pandemia, 370 são residentes de outras unidades da Federação, sendo 342 de Goiás (Entorno), dois do Amapá, três da Bahia, nove de Minas Gerais, três do Rio de Janeiro, um de São Paulo, dois do Tocantins, três do Mato Grosso, um de Roraima, um de Rondônia, um do Maranhão, um do Acre e um de Santa Catarina.

Média móvel

A média móvel de casos segue em alta nas últimas semanas. A taxa de transmissão também apresentou aumento nas últimas medições da Secretaria de Saúde, passando de 0,74 para 0,87. Esses números mostram que cada 100 pessoas infectadas, em média, contaminam 87 saudáveis. Quando a taxa fica acima de 1, indica que a pandemia está em expansão.

De acordo com Breno Adaid, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), do Departamento de Ciência do Comportamento, e coordenador do mestrado em Administração do Centro Universitário Iesb que acompanha os números da pandemia no DF, a previsão otimista do total de mortes até 15 de janeiro era de 4.352. O valor desta quarta-feira, portanto, aproxima o DF do cenário pessimista, em que o total de mortes seria de 4.426. O cálculo esperado do especialista até a próxima sexta (15/1) era de 4.389.

Em relação à aceleração no DF, a média móvel dos casos mostra que o desta terça-feira (841) é o maior número desde 15 de dezembro, quando o dado foi de 822.

"A média de mortes é mais complicada de entregar porque os valores oscilam muito, principalmente porque os dias não representam a real data do óbito. O trabalho com números é absoluto", explica o pesquisador. "Tracei esses cálculos há quase 15 dias e está dentro do que tracei, o padrão é previsível. Casos, por não apresentarem muita oscilação, é possível trabalhar com a média. A previsibilidade dos fatos é prejudicada quando considerado o registro de mortes com tamanha oscilação", acrescenta Adaid.

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