PANDEMIA

Covid-19: média de casos continua em alta no DF, com 28% de aumento

Foi registrado aumento de 28% neste domingo (21/2). Secretaria de Saúde contabilizou 843 novos registros do novo coronavírus e 10 mortes nas últimas 24 horas

Ana Isabel Mansur
postado em 21/02/2021 19:16
Nas últimas 24 horas, o Distrito Federal registrou 843 casos e 10 vítimas da covid-19. No total, são 289.820 ocorrências da doença e 4.757 vítimas -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
Nas últimas 24 horas, o Distrito Federal registrou 843 casos e 10 vítimas da covid-19. No total, são 289.820 ocorrências da doença e 4.757 vítimas - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

A poucos dias de receber mais doses do imunizante contra a covid-19, segundo expectativa da Secretaria de Saúde, o Distrito Federal mantém crescimento da média móvel de casos neste domingo (21/1). O cálculo registrou alta de 28% em relação a 7 de fevereiro, 14 dias atrás, e chegou a 711,7. Em relação aos óbitos, houve crescimento de 7,6%, em comparação à taxa observada há duas semanas, e a média móvel está estável, em 9,85. O total de pessoas recuperadas da doença é 280.094 (96,6%).

A média móvel — resultado do cálculo diário das médias de casos e de mortes dos últimos 14 dias — é usada como critério de comparação para visualização das tendências relacionadas à pandemia.

Nas últimas 24 horas, o Distrito Federal registrou 843 casos e 10 vítimas da covid-19. No total, são 289.820 ocorrências da doença e 4.757 mortes. Os dados são da Secretaria de Saúde (SES-DF). Na sexta-feira (19/2), o número de infectados em um mesmo dia ultrapassou 800, o que não acontecia desde 30 de janeiro. Neste sábado (20/2), os registros ficaram em 748.

Desde 5 de fevereiro até sexta (19/2), o cálculo da média móvel de casos do DF estava em queda, com variações entre 20% e 49%. O DF espera receber, do Ministério da Saúde, mais doses da vacina contra a covid-19 nesta terça-feira (23/2), mas ainda não se sabe quantas unidades serão enviadas.

A taxa de reprodução da covid-19 no DF é de 0,89 neste domingo (21/2). O cálculo mede a reprodução da doença. Se a taxa for menor que 1, a crise de saúde tende a acabar, e valores maiores que 1 indicam o avanço da pandemia.

Ocupação

De acordo com a última atualização da SES-DF, os leitos de UTI separados para a covid-19 estão 85,84% ocupados. O cálculo inclui hospitais da rede pública e os contratados, inclusive da rede particular. O Hospital de Campanha da Polícia Militar tem apenas 16% das camas de tratamento intensivo livres.

Os hospitais de Base, regional de Samambaia (HRSam) e Universitário de Brasília (HUB) — contratado pela secretaria — têm 100% dos leitos de UTI para a doença ocupados. Dos quatro hospitais particulares empregados pela SES, um tem 93,75% de ocupação dos leitos de UTI, um está com a metade disponível e os dois restantes estão entre 66% e 74% ocupados.

Perfis

Das 10 mortes contabilizadas, nenhuma é deste domingo (21/2). As outras ocorreram entre quinta (18/2) e sexta (19/2). Oito vítimas moravam no Distrito Federal e duas residiam no Amazonas. Sete eram mulheres.

As idades das pessoas cujas mortes foram registradas neste domingo (21/2) variavam de 40 a 80 anos ou mais. Apenas três pacientes não sofriam de nenhuma comorbidade. Sete pessoas eram acometidas por doença cardiovascular; três apresentavam distúrbios metabólicos; dois pacientes sofriam de nefropatia; e um, de pneumopatia. Duas vítimas eram obesas.

Incidência

Ceilândia ainda lidera o ranking de regiões administrativas com maior número de casos, com 31.873 registros de pessoas contaminadas. Em seguida, está o Plano Piloto, que tem 27.101 notificações da doença. Taguatinga fica em terceiro lugar, com 23.330 infectados pelo novo coronavírus.

Em relação ao número total de mortes, Ceilândia também encabeça a lista, com 824 óbitos. Em seguida, aparecem Taguatinga (476) e Samambaia (360). Nenhuma delas registrou óbitos em 24 horas.

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