Sistema prisional

Seape-DF descarta morte por covid-19 de presidiário da Papuda

Segundo a Seape, um choque cardiogênico e embolia pulmonar foram as causas do óbito de Jonathan Henrique da Costa Sousa, de 21 anos

Darcianne Diogo
postado em 12/04/2021 10:28
 (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) descartou que a covid-19 tenha sido a causa da morte de um jovem de 21 anos preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Nesta segunda-feira (12/4), a pasta informou que na certidão de óbito de Jonathan Henrique da Costa Sousa consta que ele faleceu por choque cardiogênico (ocorre devido à incapacidade da cavidade do coração em gerar fluxo arterial para a entrega do sangue oxigenado) e embolia pulmonar — quando um coágulo de sangue, gordura, colágeno ou parte de um tumor dificultam a passagem de oxigênio para a área.

Jonathan se queixou de falta de ar na noite de segunda-feira (5/4). O jovem estava no Bloco 6 do Centro de Detenção Provisória (CDP I), lotado em uma cela isolada, destinada aos presos infectados ou com suspeita de covid-19. No dia em que passou mal, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram socorro e o levaram para o Hospital da Região Leste (Paranoá). Depois, o interno foi transferido ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), tendo o óbito atestado por volta das 6h de sábado (10/4).

Casos

Até o momento, o sistema prisional do Distrito Federal registrou quatro mortes de presos em decorrência da covid-19, sendo a mais recente notificada em 26 de junho. O primeiro óbito da Papuda ocorreu em 17 de maio. O detento estava na Penitenciária do Distrito Federal (PDF) 1, mas ficou internado no Hran por mais de 15 dias antes de morrer.

Além dos custodiados, dois policiais penais, um de custódia e um enfermeiro da Papuda morreram em decorrência da covid-19. Com um efetivo de, aproximadamente, 1,8 mil agentes penitenciários, a taxa de letalidade entre esses servidores é de 0,71%, segundo a Seape. No caso dos 16 mil presos, esse indicador é de 0,19%.

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