CRIME

Polícia prende homem que se passava por menina para assediar crianças

Criminoso foi encontrado em Teresina (PI). Ele usava o nome de Luiza Emanuelly para atrair as vítimas

Luana Patriolino
postado em 21/07/2021 17:49 / atualizado em 21/07/2021 17:50
Depois de apreender o celular do suspeito, polícia descobriu que havia mais crianças assediadas -  (crédito: Reprodução)
Depois de apreender o celular do suspeito, polícia descobriu que havia mais crianças assediadas - (crédito: Reprodução)

Um homem, 23 anos, foi preso, nesta quarta-feira (21/7), suspeito de ter abusado de pelo menos 70 crianças em vários estados do Brasil e no Distrito Federal. A investigação é da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), que cumpriu mandados de apreensão e prisão preventiva. O criminoso foi encontrado em Teresina, no Piauí.

Com o nome de Luiza Emanuelly na internet, o suspeito usava perfis falsos para meninos e adolescentes. Com as vítimas, ele mantinha conversas pautadas por conteúdos sexuais durante semanas. Os meninos eram convencidos a enviar fotos e vídeos nos quais apareciam nus.

As investigações começaram em março, após a denúncia de uma mãe na 13ª DP. “Ela narrou que o filho estava conversando desde dezembro do ano passado com um perfil e que ele estava apagando essas conversas. Achando estranho, ela passou a monitorar nas redes sociais e observou que ele estava encaminhando fotos”, explicou a delegada adjunta da 13ª DP, Ágatha Braga.

A suspeita é que existam ainda mais vítimas pelo Brasil. “Identificamos 70 crianças mas, hoje, como apreendemos o aparelho dele, também pudemos observar que, recentemente, ele conversava com muitas outras crianças que ainda não tínhamos conhecimento”, disse Braga.

As vítimas têm entre 8 e 15 anos de idade. O criminoso permanecerá preso no Centro de Detenção Provisória (CDP), na Papuda. Morando com a mãe e o irmão, ele não tinha passagens pela polícia e também não trabalhava. O suspeito tentou se esconder em perfis falsos. “Ele usava muitas técnicas para atrapalhar a investigação. Ele tinha um conhecimento relativo de informática, até mesmo por ser um jogador assíduo, uma pessoa que utilizava o computador praticamente 24 horas por dia”, disse a delegada.

Todo o material apreendido será analisado por peritos do Instituto de Criminalística (IC). O objetivo é apurar se outras pessoas também estavam associadas ao crime.

 

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