Pedofilia

PCDF indicia homem que fingia ser menina para pedir fotos de crianças nuas

Criminoso vai responder pelos crimes de estupro virtual e pornografia infantil. Pena pode chegar a 40 anos de prisão

Luana Patriolino
postado em 02/08/2021 15:35
 (crédito: Reprodução)
(crédito: Reprodução)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou o homem de 23 anos preso pela suspeita de ter se passado por menina nas redes sociais para assediar e pedir fotos de crianças nuas. Com o codinome Luiza Emanuelly, o criminoso teria enganado e assediado mais de 100 crianças e adolescentes em todo o Brasil.

O homem foi preso em 21 de julho, em Teresina (PI). As vítimas têm entre 8 e 15 anos. Ele foi trazido para Brasília e vai responder por estupro de vulnerável (cometido por meio virtual); divulgação de pornografia infantil; posse de material pornográfico infantil; e registro e recrutamento de criança e adolescente em pornografia. A pena varia de 20 a 41 anos de prisão em regime fechado.

A investigação é da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho) e começou em março deste ano após a denúncia de uma mãe do DF. Segundo a DP, Santa Catarina foi o estado onde o criminoso mais agiu, assediando 22 crianças e adolescentes. Em seguida, São Paulo (15), Paraná (14), Minas Gerais (9) e o Distrito Federal (4). Nas redes sociais, Luíza Emanuelly chegou a ter 1,2 mil seguidores.

Investigação

O suspeito usava perfis falsos para se aproximar de meninos e adolescentes. Ele mantinha conversas por semanas com as vítimas, sempre com conteúdo sexual. Os jovens eram convencidos a enviar fotos e vídeos em que apareciam nus.

A denúncia de uma mãe na 13ª DP deu início à investigação. “Ela narrou que o filho dela estava conversando desde dezembro do ano passado com um perfil e que ele estava apagando essas conversas. Ela achou estranho e passou a monitorar o filho nas redes sociais e observou que ele estava encaminhando fotos”, explicou a delegada-adjunta da 13ª DP, Ágatha Braga.

De acordo com a polícia, o homem demonstrava saber modos de cobrir seus rastros no mundo virtual. “Ele usava muitas técnicas para atrapalhar a investigação. Ele tinha um conhecido relativo de informática, até mesmo por ser um jogador assíduo, uma pessoa que utilizava o computador praticamente 24 horas por dia”, ressaltou a delegada.

 

 

 

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