Saúde

Bloco infantil do hospital de Sobradinho é fechado por tempo indeterminado

De acordo com o secretário de saúde do DF, general Manoel Pafiadache, não há previsão de retomada dos atendimentos, interrompidos após a Secretaria de Saúde decretar bandeira negra em decorrência de queda de energia

Ana Maria Pol
postado em 23/09/2021 10:57 / atualizado em 23/09/2021 11:04
O local foi interditado após uma queda de energia -  (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
O local foi interditado após uma queda de energia - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

O bloco Materno Infantil do Hospital Regional de Sobradinho segue interditado por tempo indeterminado. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (23/9), pelo secretário de saúde do DF, general Manoel Pafiadache. Os atendimentos na unidade de saúde foram interrompidos após a Secretaria de Saúde decretar bandeira negra em decorrência de uma queda de energia elétrica interna ocorrida na noite desta quarta-feira (22/9).

De acordo com o general Pafiadache, a queda de energia ocorreu após um curto circuito na manhã desta quinta, por volta de 11h. “Nós tivemos incidentes na área de energia durante o dia, neste bloco. É um bloco relativamente novo, mas acontece. A gente sabe que pode ocorrer esse tipo de incidente em qualquer um dos nossos hospitais. O que importa é a reação da direção, dos colaboradores, nossos médicos e enfermeiros, por conta os pacientes”, disse.

O general Pafiadache explicou, ainda, que a Neoenergia Distribuição irá comparecer no Bloco durante a tarde desta quinta-feira (23/9) para realizar a troca de um dos canos do local. Sem previsão de retorno, os pacientes que estavam internados no local foram transferidos para outras unidades, entre eles bebês, gestantes e puérperas. Os que necessitam de atendimento de alto risco, foram encaminhados para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), e os de menor risco, para os hospitais do Paranoá (HRP) e Universitário de Brasília (HUB).

As famílias que não sabiam do problema e compareceram ao bloco durante a manhã desta quinta-feira (23/9) foram recepcionadas e encaminhadas para a parte pediátrica do hospital. Já as mães que precisavam ser atendidas na sala de aleitamento materno conseguiram atendimento.

A atendente Ana Cristina Pinheiro, 32 anos, foi uma das mulheres que conseguiram ser atendida. Ela foi até o hospital com o filho recém nascido, Wagner, 27 dias. “Eu vim pra parte da mama, porque saí daqui com meu peito muito ferido. Meu filho estava pegando o peito de forma errada, e comecei a fazer o acompanhamento aqui. O atendimento segue normal nessa parte”, disse.

Transferência

Foram 19 pacientes afetados pela queda de energia. De acordo com a diretora do Hospital, Juliana Queiroz, durante o ocorrido foram afetados os centro obstétrico, UTI Neonatal e a Maternidade. A diretora explica que, durante a transferência, não houve problema com os equipamentos. “Vale salientar que em nenhum momento, nenhum equipamento parou de funcionar, porque eles têm as baterias próprias. A equipe local tentou resolver o problema, mas foi observado que precisaria fazer ajustes maiores, por isso a Neoenergia foi chamada. Durante tarde, observou-se que não havia condições de deixar os pacientes aqui, porque não haveria condições de manter a estrutura”, diz. Os bebês e as mulheres em trabalho de parto - com risco baixo e alto -, foram transferidos. “Os outros locais funcionaram normalmente e nenhum paciente foi prejudicado”, afirmou.

A superintendente da região Norte, Sabrina Gadelha, explicou que todos os pacientes ficarão nos hospitais aos quais foram destinados. “Todas as pacientes foram assistidas, estão atualmente nos hospitais referidos e vão ficar lá até que consigamos resolver a situação e retorne o atendimento pra que não sobrecarregue a rede”, disse. Segundo os especialistas, a bandeira negra continua, uma vez que não há condições de voltar a receber os pacientes.

Memória: Hospital de Santa Maria

Com o espaçamento de 13 dias, o Hospital de Sobradinho é a segunda unidade de saúde que teve atividades interrompidas pela Secretaria de Saúde. No dia 9 de setembro, pacientes do pronto-socorro, do 1º e 2º andares do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) tiveram que ser retirados às pressas da unidade após um princípio de incêndio na unidade de saúde. O fogo teria começado em uma caixa de eletricidade, no subsolo. Médicos e enfermeiros arrastaram as macas com os doentes para o estacionamento do hospital. Pessoas em cadeiras de rodas, ou cadeiras comuns, ficaram na calçada. Outra parte ficou de pé, entre os carros.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), os sistemas de incêndio (sprinklers) funcionaram, o que fez com as chamas fossem rapidamente debeladas. Por volta das 17h30, os militares atuavam no rescaldo, resfriando a área atingida, para evitar novos focos.

Em nota, o Iges-DF, responsável pela unidade, explicou à época que o fogo foi controlado e que não havia vítimas. "A Secretaria de Saúde informa que foi decretada bandeira negra, pelo secretário de saúde, general Pafiadache, no Hospital Regional de Santa Maria, em decorrência de incêndio focal, ocorrido no subsolo da unidade hospitalar. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo já se encontra controlado e não há registro de vítimas", diz a nota.

A bandeira negra é decretada em casos excepcionais e significa que o hospital está fechado para receber novos pacientes, ficando suspensas, até segunda ordem, as consultas agendadas.

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