Emprego

DF registra queda na taxa de desemprego, segundo dados da Codeplan

A redução da taxa se dá nos últimos 12 meses, entre agosto de 2020 e agosto deste ano. O índice teve uma diminuição de 0,9%

Correio Braziliense
postado em 28/09/2021 15:40 / atualizado em 28/09/2021 15:41
 (crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

A taxa de desemprego total no Distrito Federal caiu de 19,1% para 18,2% em agosto deste ano em relação ao mesmo mês em 2020. Divulgado nesta terça-feira (28/9), os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) feita pela Codeplan junto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Além da redução, a taxa de participação de pessoas com 14 anos ou mais no mercado de trabalho - ocupadas ou desempregadas - aumentou de 61,6% para 65,9% em igual período.

No entanto, os números indicam que a quantidade de desempregados da População Economicamente Ativa (PEA) do DF aumentou nos últimos 12 meses da pesquisa, saltando de 293 mil para 304 mil pessoas. Em comparação com julho deste ano, a taxa de desemprego total de agosto se manteve estável com destaque para o crescimento na taxa de participação da População em Idade Ativa (PIA) que era de 65,4%.

Somente entre os meses de julho e agosto deste ano, foram observados três mil desempregados a mais. Segundo a pesquisa, houve um acréscimo da PEA com 15 mil pessoas que entraram no mercado de trabalho. O número foi maior do que o nível de ocupação, que teve cerca de 12 mil vagas. Porém, em um comparativo entre os dois meses, foram registradas 1,35 milhões de pessoas com alguma ocupação no mês de julho, enquanto em agosto o registro foi de 1,36 milhões.

Os dados da Codeplan explicam que o aumento de pessoas ocupadas foi devido ao crescimento no número de postos de trabalho no setor de serviços (0,6%), na construção (5,6%) e no comércio e reparação (1,6%), além disso se deu também pelo aumento entre os assalariados do setor público e dos trabalhadores autônomos.

O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), Newton Marques, ressalta que a situação econômica do DF ainda não está normal devido a pandemia, podendo haver variação nas taxas indicadas mensalmente. “Enquanto a economia não estiver reativada e em um curso normal, nós vamos assistir esses momentos de subidas e caídas em relação à taxa de desemprego mesmo com todo o crescente na área da construção civil que proporcionou muitos empregos”, destaca.

 

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