Luto

Bebê que morreu em creche de Planaltina é enterrada neste sábado

Amariah Noleto foi sepultada no cemitério de Planaltina. Familiares e amigos estavam abalados

Samara Schwingel
postado em 23/10/2021 15:20
 (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Os familiares e amigos de Amariah Noleto — bebê de seis meses que morreu após ser deixada sob os cuidados de uma creche no Distrito Federal — despediram-se da pequena na tarde deste sábado (23/10) no cemitério de Planaltina. O velório começou por volta das 14h30 e Amariah deve ser enterrada às 16h.

Cerca de 30 pessoas estavam no local. Pai e mãe da menina, extremamente abalados, não falaram com imprensa, nem quiseram se identificar. Familiares e amigos disseram que o sentimento é um só: justiça.

Amariah era a primeira filha do casal. Eles haviam se mudado para Planaltina há menos de um ano para ter um espaço melhor para a família. Antes, moravam em Arapoanga. Os avós também se mostraram bem abalados e saíram do velório algumas vezes para se acalmarem. A todo momento repetiam que a creche deveria ter monitores preparados para cuidar e socorrer crianças.

“A Amariah foi planejada. Eles queriam essa filha. E a creche foi indicação de uma pessoa”, comentou a avó Jaqueline Lisboa, 50 anos. “Ela era muito tranquila. Um dia antes estava na minha casa. É muito triste o que aconteceu. Só queremos justiça”, completa.

Segundo Jaqueline, os pais de Amariah apenas precisavam da creche por causa do trabalho. “Eles precisavam trabalhar. Eu estava planejando me mudar para Planaltina para tirar Amariah de lá. Iria me mudar no fim do mês”, conta.

 

O caso

Amariah morreu na última quarta-feira (20/10) enquanto estava sob os cuidados de uma creche localizada também em Planaltina. O pai da menina só recebeu a notícia de que ela estava morta quando foi buscá-la às 17h. As tutoras afirmam que Amariah morreu por engasgo.

Porém, médicos do Hospital Regional de Planaltina (HRPl) — para onde foi levada no fim da tarde — descartam essa opção. Amariah chegou morta ao hospital. O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), que deve ajudar a polícia a elucidar a causa da morte, tem previsão de sair em 10 dias.

Se comprovada a responsabilidade, uma das responsáveis pela instituição, Marina Pereira da Costa, 22 anos, presa preventivamente, vai responder por homicídio com dolo eventual. A 31ªDP (Planaltina) investiga o caso.

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