Buscas

Polícia investiga possibilidade de mãe e filha desaparecidas terem fugido

Desaparecidas há uma semana, Shirlene Ferreira e a filha Tauane Rebeca sumiram após saírem para um passeio em córrego, em Sol Nascente

Renata Nagashima
postado em 16/12/2021 11:56 / atualizado em 16/12/2021 11:56
 (crédito: Arquivo pessoal)
(crédito: Arquivo pessoal)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a possibilidade de mãe e filha, desaparecidas há sete dias, em Ceilândia, terem fugido. As duas saíram de casa na última quinta-feira (9/12) e foram vistas pela última vez descendo em direção a um córrego próximo de onde vivem, no Sol Nascente. Shirlene Ferreira da Silva, 38 anos, estava grávida de 4 meses, e, além de Tauane Rebeca da Silva, 14, tem outro filho, de 12 anos.

Ao Correio, o delegado chefe-adjunto, Vander Braga, da 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), disse que a partir de agora o trabalho de investigação vai levar tempo e paciência. “Tanto o Corpo de Bombeiro quanto a Polícia Civil encerraram as buscas em campo e anulamos a possibilidade de afogamento e descarte de corpo nas imediações”, disse.

A polícia trabalha agora com a linha de investigação de fuga e os investigadores vão trabalhar junto às empresas de ônibus que operam na região. “Estamos trabalhando com a hipótese de terem fugido e vamos analisar todas as câmeras internas dos ônibus que passaram na parada próximo a casa delas naquele dia”, contou Vander Braga.

Segundo o delegado, no dia 9 de dezembro cerca de 100 ônibus passaram pelo local, sendo que todos possuem circuito interno, mas leva tempo até a DP receber todas as imagens das empresas. “Cada veículo tem que ser retirado de circulação para que as imagens sejam extraídas. Vamos fazer um trabalho junto à Rodoviária Interestadual também, mas é difícil. Como elas estavam sem documentos, se fugiram, foram por meio de algum transporte clandestino”, explica o delegado.

A irmã da mulher grávida, Shirlei Vieira da Silva, 39 anos, tem convicção de que mãe e filha não fugiram. Segundo a dona de casa, ela não deixaria o filho mais novo para trás e todos os pertences das duas ficaram em casa. “Eles precisam procurar pela localidade do Trem Bom, alguém pode ter pegado elas ali. Eles falam que elas podem ter fugido, mas não tem possibilidade nenhuma. Os documentos em casa, a Tauane estava tendo aula ainda”, disse Shirlei.

Bombeiros encerram buscas

As equipes do Corpo de Bombeiros encerraram, na manhã de desta quinta-feira (16/12), as buscas por mãe e filha desaparecidas há sete dias. 

De acordo com a corporação, as buscas foram feitas ao longo de 6 Km seguindo o leito do rio e suas adjacências, explorando diferentes pontos de interesse, totalizando cerca de 332m² de varredura. "Nossas equipes, apesar de todos os esforços, não encontraram nenhum indício das vítimas, finalizando as buscas e passando a acompanhar as investigações da polícia, caso tenhamos alguma nova informação e necessidade, retomaremos a operação de busca e resgate", informou em nota.

Durante as buscas, os militares atuaram por terra e também com mergulhadores, cães farejadores e drones. "Realizamos buscas do amanhecer até o entardecer diuturnamente, no intuito de localizar a senhora e sua filha, que segundo informações do solicitante, foram em direção ao córrego situado nas proximidades da chácara Gilearde, número 109, Região do Sol Nascente/Ceilândia e não regressaram".

Investigação

O caso é investigado pela 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia). Em entrevista ao Correio na quarta-feira (15/12), o delegado chefe-adjunto, Vander Braga, informou que as câmeras de segurança de uma casa que poderia ter registrado Shirlene Ferreira da Silva, 38 anos, e Tauane Rebeca da Silva, 14, entrando na mata ou pegando outro caminho pararam de funcionar dois dias antes do desaparecimento das duas. “Na terça-feira (7/12), houve uma queda de energia e elas pararam de gravar”, disse.

 

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