Economia

Faturamento do comércio no DF cresceu 16% a 19% com vendas de Natal

O gasto médio com compras subiu de R$ 230 para R$ 285. Para dirigente do Sindivarejista, "sem as vacinas (contra a covid-19), não teríamos esse resultado positivo" no setor

Correio Braziliense
postado em 26/12/2021 13:28
 (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Após o resultado negativo no Natal de 2020, os comerciantes do Distrito Federal comemoram o aumento do faturamento entre 16% e 19% em 2021. O balanço divulgado na manhã deste domingo (26/12) pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista) mostra que as expectativas foram superadas em até 5 pontos percentuais em relação ao projetado pelo setor.

Os setores com os melhores resultados foram as lojas de confecções, brinquedos, calçados e miudezas, com incremento médio no faturamento de 19%. O Sindivarejista projetou que neste Natal haveria um aumento de 12% a 14% nas vendas, em relação a 2020.

Vacina

A imunização do brasiliense contra a covid-19, que resultou na queda de mortes, de novos casos e de internações, é apontada como a principal responsável pela recuperação do setor na data mais lucrativa do ano. "Ela (vacina contra a covid-19) fez com que mais consumidores perdessem o medo de ir às lojas" ponderou o vice-presidente do Sindivarejista, Sebastião Abritta. "Sem as vacinas não teríamos esse resultado positivo", enfatiza.

Segundo os dados do Vacinômetro, divulgado no site da Secretaria de Saúde do DF neste domingo (26/12), 92,6% dos brasilienses tomaram a primeira dose ou dose única da vacina. A cobertura vacinal contra a covid-19 cai para 80,02% da população imunizada com as duas doses ou dose única. Quanto à terceira dose ou dose de reforço, o índice é muito baixo: apenas 13,22% da população buscaram os postos. 

Para Abritta, outro fator que puxou as vendas para cima foi a injeção recorde de R$ 7,054 bilhões na economia do DF por conta do 13º contra R$ 6,2 bi de 2020. Mais de 1,5 milhão de pessoas receberam o 13º e a grande maioria foi às compras. Segundo ele, o valor médio do abono pago na capital é um dos maiores do país: R$ 4.541.

O gasto médio com compras no comércio subiu de R$ 230 para R$ 285 "porque houve mais dinheiro em circulação e menos gente viajando em razão da pandemia e das fortes chuvas que atingem parte do país”, disse Abritta. Os cartões de crédito e de débito responderam por 54% do faturamento do comércio contra 52% do último Natal.

Trocas

A temporada de troca de mercadorias começará nesta segunda-feira (27) e, para isso, é importante que o consumidor apresente a nota fiscal e a etiqueta do produto para facilitar o atendimento nas lojas.

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