Feminicídio

Após assassinar mulher em Santa Maria, suspeito foi beber em bar

O caso é investigado como feminicídio. Em depoimento, o acusado disse que conhecia a vítima "de vista"

Acusado de feminicídio, o homem preso em flagrante por assassinar Eliuda Velozo, de 35 anos, em Santa Maria, foi a um bar minutos depois de matar a mulher. O autor tem 34 anos e é morador da região. Em depoimento aos policiais da 33ª Delegacia de Polícia, ele se manteve calado e disse apenas que conhecia a vítima “de vista”.

Eliuda foi encontrada morta na tarde de sábado (22/1), em uma estrada de terra na CL 416. Uma testemunha-chave relatou à polícia ter visto um homem vestido com uma camisa vermelha e bermuda fugindo correndo do local do crime. Ao longo esta segunda-feira (24/1), os investigadores refizeram o trajeto da vítima, na intenção em colher o maior número de informações para elucidar o crime.

Policiais descobriram que o autor correu em direção a um setor de chácaras, o que levou à constatação de que o homem trabalhava fazendo “bicos” nesses locais. Após assassinar Eliuda, o criminoso foi até um bar da região, onde ingeriu bebida alcoólica. “Ele disse que esteve neste bar. O que chamou a atenção dos frequentadores era que ele estava com o tênis sujo de barro e capim, e com vários arranhões pelo corpo. Quando noticiaram o crime no fim do dia, várias pessoas suspeitaram dele”, explicou a delegada-chefe da 33ª DP, Cláudia Alcântara.

Motivação

A polícia ainda colhe elementos para desvendar o que teria levado o homem a matar Eliuda. Uma outra testemunha disse, ainda, que enquanto agredia e xingava a mulher, a vítima dizia: “Deixa eu ir embora que ninguém vai ficar sabendo de nada. Não vou contar nada pra ninguém”.

Em resposta, o homem agia de maneira tranquila e respondia: “Calma, calma”. “Essa forma ‘calma’ dele responder, nos chamou muita atenção. Durante o interrogatório, ele estava extremamente calmo ao falar”, disse a delegada.

Familiares de Eliuda moram no Maranhão e chegaram a fazer uma vaquinha para arrecadar o dinheiro do translado para transportar o corpo de Eliuda do DF até a terra natal dela. O valor, de R$ 11,5 mil, foi adquirido.