Investigação

"Reação desproporcional", diz delegado sobre PM que atirou em jovem no DF

Gustavo Henrique Soares Gomes, de 17 anos, estava na garupa de uma moto quando foi baleado e morreu. Com base na versão do policial, o condutor furou a blitz e tentou jogar a motocicleta para cima da equipe, além de ter tentado sacar um simulacro de arma de fogo da cintura. O caso é investigado pela 26ª Delegacia de Polícia

Darcianne Diogo
postado em 09/02/2022 18:43
Gustavo foi baleado e morreu no local. PCDF investiga o caso -  (crédito: Reprodução)
Gustavo foi baleado e morreu no local. PCDF investiga o caso - (crédito: Reprodução)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) colhe elementos para elucidar a morte de um adolescente, de 17 anos, baleado depois de ter supostamente furado uma blitz da Polícia Militar (PMDF). Gustavo Henrique Soares Gomes estava na garupa de uma moto quando foi atingido com um tiro por um policial, em 28 de janeiro. Para o delegado à frente do caso, Rodrigo Carbone, adjunto da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), a reação do PM foi “desproporcional”.

Com base na versão do policial contada na delegacia, o condutor da moto, também identificado como Gustavo, tentou furar uma blitz em uma via que liga Samambaia e Ceilândia. Ele teria acelerado a moto para cima da equipe, e o adolescente que estava na garupa tentado sacar um simulacro de arma de fogo da cintura, momento em que foi atingido com um tiro. “Segundo os policiais, foi encontrado um simulacro no mato, mas isso não quer dizer que eles (o condutor e a vítima) estavam com ele. Pedimos uma análise pericial para ver se encontramos algum fragmento”, detalhou o delegado.

Suspeito tentou sacar simulacro
Suspeito tentou sacar simulacro (foto: Material cedido ao Correio)

A polícia aguarda laudos que poderão corroborar ou não com a versão dos policiais. Um deles poderá precisar a trajetória do projétil e como o adolescente foi alvejado, se foi na nuca, no pescoço ou em parte da cabeça. De acordo com o investigador, se ficar demonstrado que a versão do PM é falsa, o servidor público pode responder por homicídio qualificado.

Por outro lado, caso a versão do militar se confirme, o caso será tratado como legítima defesa. A PCDF também colhe depoimento de testemunhas e imagens do circuito interno de segurança para solucionar o crime.

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