ANIVERSÁRIO

Ceilândia Esporte Clube carrega missão de elevar nome com feitos nos gramados

Ceilândia Esporte Clube carrega missão de elevar nome com feitos nos gramados do país

Danilo Queiroz
postado em 27/03/2022 05:01
 (crédito: Danilo Queiroz/CB/D.A Press)
(crédito: Danilo Queiroz/CB/D.A Press)

Muito antes de se tornar uma sensação nacional pelo desempenho na Copa do Brasil de 2022 — o time está na terceira fase —, o Ceilândia Esporte Clube carregava consigo a responsabilidade de orgulhar e representar a maior região administrativa do Distrito Federal nos gramados. Com 42 anos de história no futebol, o Gato Preto ostenta uma relação bastante íntima criada desde os primórdios da cidade a qual carrega o nome. Apelidado, não a toa, de o time do povo, a agremiação é o ápice paixão de quase 430 mil habitantes.

A construção da história do Ceilândia é ligada, intimamente, com a da cidade. E se confunde, ainda, com a de Francisco da Silva, de 81 anos. Oito anos antes do surgimento da Comissão de Erradicação das Invasões (de sigla CEI, completada com o sufixo "lândia" para completar o nome da região administrativa), o time deu os primeiros passos ainda em caráter amador como Dom Bosco Esporte Clube ao ser fundado por seu Chicão, como é conhecido, na Vila do IAPI, em 1963. O atual roupeiro esteve ao lado do time desde então.

Solução

Quando Ceilândia dava seus primeiros passos como região, o clube se mudou para cidade. "A dona Maria de Lourdes (então administradora da cidade) nos recebeu muito bem. Disse para escolhermos o nome do time, e íamos adotar Dom Bosco, mas os diretores do futebol amador foram contra", conta seu Chicão. Daí, nasceu o laço maior. "Eu disse ter uma solução. Tinha o Gama, o Taguatinga, o Guará, o Sobradinho, o Planaltina, o Brazlândia e o Desportivo Bandeirante. Todos representando o nome da cidade. Sugeri a Maria colocar Ceilândia Esporte Clube e ela disse que eu estava certo", relembra.

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Com isso, iniciou-se uma relação de pertencimento com a região administrativa que norteia os princípios do time. "O Ceilândia Esporte Clube é um movimento organizado que leva o nome da cidade. Então, quando falamos de futebol, estamos falando da cidade", destaca Ari de Almeida, atual presidente do Gato Preto, mas com a história ligada a ele por quase toda a vida. "Nenhum lugar do Brasil teve o futebol nascido no mesmo dia. A Ceilândia tem. As coisas estão ligadas", completa.

Bicampeão candango em 2010 e 2012, o Ceilândia foi construindo sua história levando o nome da região por onde passou. "Daquele tempo para cá, o time está sendo superior. Estamos aqui para representar a cidade. É o time da cidade", enfatiza Francisco. "Se for em qualquer lugar do DF, as pessoas falam da cidade e do futebol, complementa Ari. Até mesmo o atual elenco, responsável pela melhor campanha da história do clube na Copa do Brasil, sabe da importância. "A torcida mora no meu coração. É por eles sempre", destaca o zagueiro Gabriel Vidal, autor do gol da classificação do time contra o Avaí.

No aniversário de Ceilândia, o clube deu o presente antecipado com o bom desempenho nacional e segue vivo na luta pelo título candango. Além das cores preta e branca, adotadas pelo Dom Bosco em alusão a Santos e Botafogo, referências esportivas da época, o time do povo faz questão de levar consigo bandeiras hasteadas ainda nos primeiros anos da relação. "Levamos o valor sentimental. O Ceilândia, assim como a cidade, está tocado de afeto. O que carregamos até os dias de hoje é a resistência. Não aceitamos que ninguém marginalize o time ou a cidade. Lutamos pelo nome. Se for pela Ceilândia, a gente luta", garante Ari.

 


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