Recorde

Aos 105 anos, moradora do DF planeja bater recorde ao se tatuar

Em seu aniversário, Epifânia Maria de Jesus Mendes, conhecida como vó Pifa, planeja realizar mais uma de suas metas: entrar para o Guiness Book como a mulher mais velha do mundo a fazer uma tatuagem

A sede de viver representa bem a jornada de vida de Epifânia Maria de Jesus Mendes, que completa, nesta quinta-feira (7/4), 105 anos. Moradora de Sobradinho e conhecida na cidade como vó Pifa, ela esbanja alegria, simpatia e é exemplo vivo de que nunca é tarde para alcançar seus sonhos. Por isso, de aniversário, planeja realizar mais uma de suas metas: entrar para o Guiness World Records (livro mundial de recordes) como a mulher mais velha do mundo a fazer uma tatuagem.

Material cedido ao Correio - São três tatuagens distribuídas pelo corpo. A quarta está agendada para amanhã
Zuleika de Souza/CB/D.A Press - 29/02/2016. Credito: Zuleika de Souza/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Dia da Mulher. Epifânia Maria de Jesus Mendes.
Edilson Rodrigues/CB/D.A Press - 25/04/2013. Crédito: Edilson Rodrigues/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Epifânia Maria de Jesus Mendes, conhecida como vovó do rock, segura um guitarra.
Edilson Rodrigues/CB/D.A Press - 25/04/2013. Crédito: Edilson Rodrigues/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Epifânia Maria de Jesus Mendes, vovó do rock.
Edilson Rodrigues/CB/D.A Press - 25/04/2013. Crédito: Edilson Rodrigues/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Epifânia Maria de Jesus Mendes, conhecida como vovó do rock, mostra tatuagem que fez aos 90 anos.

Já são três tatuagens distribuídas pelo corpo e a quarta está marcada para ser feita neste sábado (9/4). De acordo com a filha de Pifa, Eunice Mendes de Carvalho, 69 anos, o último rabisco no corpo será a frase “O amor constrói”, com uma chave dourada. “O desenho será feito em alusão à forma como mamãe sempre viveu a vida. Ela é uma mulher que gosta de espalhar o amor, seja através das brincadeiras, das poesias que declama, fugindo de brigas e discussões. Vai ser a última que ela vai fazer, e quer fechar com chave de ouro tatuando o legado que ela vai deixar para todos que a conhecem”, diz.

Eunice conta que o interesse de Vó Pifa por tatuagens surgiu após ver o neto mais velho trabalhando na praia com tatuagens de henna. “Ele fez uma nela, e ela se sentia maravilhosa, ficava esnobando as tatuagens no meio dos jovens", recorda. A primeira tatuagem foi feita no aniversário de 90 anos. "Meu filho perguntou o que ela queria de presente, e ela disse que queria uma tatuagem. Toda a família apoiou, e ela fez um arco de flores na perna direita.

Aos 98 anos, ela fez o segundo rabisco, um beija-flor. Já o terceiro, uma rosa vermelha, foi feito aos 101 anos. Todos os desenhos ficam na perna, já que, segundo Eunice, é o um dos lugares no corpo que menos dói. “Ela ainda tem uma carninha nas pernas, então isso ajuda. Nunca tivemos qualquer tipo de problema, ela usa as pomadinhas para cicatrização e fica tudo certo”, diz.

Sobre a meta de entrar no livro de recordes, a filha diz que a família tenta não criar expectativas. “Ela fala que já bateu o recorde da vida, diz que é avó do Brasil, avó do mundo. Costuma brincar que é avó de multidões e não da solidão”, explica. “Ela quer bater o recorde mas o que for pra ser, vai ser”, completa Eunice.

Uma história de 105 anos

Baiana, natural de Correntina (BA), vó Pifa construiu um legado que vai além das tatuagens: deu a luz a 14 filhos, teve quatro abortos espontâneos, é avó de 39, e ainda tem 42 bisnetos e 9 tataranetos. Pifa veio para Brasília em 1958 e, em meio à poeira da construção da cidade, formou sua família. “Ela era batalhadora, trabalhou como lavadora de roupa por muitos anos, vendia marmita em casa. E sempre ao lado de meu pai, que morreu há 49 anos”, diz a filha.

Aos 105 anos, Pifa esbanja saúde. “É um privilégio tê-la em nossas vidas, ver que está completando mais um ano com uma saúde boa, linda e muito inteligente. Ela nasceu no dia mundial da saúde, né? Acho que é um sinal”, brinca Eunice. Para a família, a história vai além de uma tatuagem. “Ela é sinônimo de força para nossa família e acredito que muitos podem se inspirar na história dela. É uma guerreira, nem parece ser desse planeta, do tanto que é alegre e gosta de falar besteira”, completa a filha.

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