Eleições

"Desserviço à direita", diz líder da bancada evangélica sobre candidatura de Damares

Deputado Sóstenes Cavalcante (PL) avaliou como uma decisão perigosa a disputa da ex-ministra ao Senado pelo DF. Na avaliação do parlamentar, isso pode dividir eleitorado e fortalecer candidato do PT

Edis Henrique Peres
postado em 05/08/2022 15:58
Damares Alves falas sobre disputa com Flávia Arruda:
Damares Alves falas sobre disputa com Flávia Arruda: "Com muito respeito. (Mas) quem vai ganhar sou eu" - (crédito: Ed Alves/CB/D.A.Press)

O líder da bancada evangélica no Congresso Nacional, deputado Sóstenes Cavalcante (PL), avaliou como arriscada a decisão do Republicanos de lançar a ex-ministra Damares Alves como candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Sóstenes afirma que candidatura é um “desserviço à direita”, pois a subdivide.

“Tendo uma candidatura do PT no Distrito Federal, e é sabido que no DF o PT tem uma base importante, esse anúncio não é uma decisão acertada nem estratégica pela direita. O que devemos fazer é unir as candidaturas do Senado. É isso que eu defendo e estou trabalhando nisso em vários estados”, afirma.

Segundo o deputado, ele viu com surpresa o anúncio da retomada de Damares na corrida eleitoral. “O presidente Bolsonaro (PL) já anunciou uma chapa com a Flávia Arruda (PL), e essa candidatura só vai dividir a base, permitindo renascer a chance do PT”, reforça.

Retomada a disputa

Damares tinha deixado a corrida ao Senado depois de um acordo fechado entre Jair Bolsonaro, Ibaneis Rocha (MDB) e o ex-governador José Roberto Arruda (PL). O combinado no gabinete do presidente da República, no Palácio do Planalto, foi que Damares abriria mão de concorrer às eleições para que Ibaneis disputasse a reeleição e a deputada Flávia Arruda (PL) fosse a única da base na corrida pelo Senado. O motivo é que as duas dividem o voto do mesmo eleitor bolsonarista.

Apesar disso, a ex-ministra ficou duas semanas fora do cenário político, mas disse que não viu nenhuma campanha realmente positiva a favor de Bolsonaro, e ninguém falando das causas em favor das crianças, dos idosos, das mulheres e das pessoas em vulnerabilidade. “Não estamos falando de apenas uma candidatura, mas de uma luta por uma causa”, afirmou.

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