ADEUS

Velório de Roland Montenegro foi reservado a familiares e amigos

A cerimônia de despedida aconteceu no Santuário Dom Bosco, na Asa Sul. Familiares, autoridades, pacientes e admiradores se despediram do médico nesta tarde (19/9)

Muitas pessoas foram e outras estão se dirigindo ao santuário Dom Bosco, na Asa Sul, para dar o último adeus ao médico, que será cremado no fim do dia -  (crédito: Minervino Junior)
Muitas pessoas foram e outras estão se dirigindo ao santuário Dom Bosco, na Asa Sul, para dar o último adeus ao médico, que será cremado no fim do dia - (crédito: Minervino Junior)
postado em 19/09/2023 16:47 / atualizado em 19/09/2023 19:02

O velório do médico Roland Montenegro Costa, de 70 anos, que morreu no último sábado (16/9), vítima de um acidente aéreo no Amazonas, aconteceu no Santuário Dom Bosco, nesta terça-feira (19/9). O velório começou às 15h, numa cerimônia reservada à família, amigos e admiradores, que prestaram uma última homenagem a ele. A família do médico não permitiu a entrada da imprensa no local. Cerca de 200 pessoas participaram do momento.

Desde o dia do acidente, que resultou em outras 13 mortes, autoridades, amigos, parentes, colegas e pacientes de Roland não pararam de fazer homenagens e lamentar a perda do profissional, que tinha uma atuação de destaque no Distrito Federal e reconhecimento internacional. Ele era especialista em cirurgias no pâncreas e no fígado.

Exemplo de simplicidade

Milena Montenegro, de 40 anos, uma dos quatro filhos de Roland, que mora na Alemanha e chegou ontem em Brasília, pediu compreensão da imprensa e das pessoas que não puderam acompanhar o velório dentro do Santuário, explicou que a família está muito abalada e preferiu reservar este último momento sem exposição ao lado do pai.

"Agradeço todas as manifestações da sociedade, meu pai era reconhecido internacionalmente, um homem capaz de várias descobertas mundiais, mas antes de ser médico, era nosso pai. Adorava a medicina, a pescaria e a terra, mesmo sendo reconhecido no mundo, ele era capaz de sentar no chão e comer com os índios. A simplicidade é o maior legado que nosso pai nos deixa hoje", disse.

Amigo de Roland, o doutor Elias Araújo, 90, foi dar adeus ao amigo de mais de cinco décadas e relembrou o quão importante foi o profissionalismo do doutor Roland."Conheço ele há 50 anos, éramos amigos, trabalhamos juntos no Hospital de Base e ele salvou a vida da minha esposa Adma Araújo, 81, quando descobrimos um câncer de intestino avançado e ele foi o responsável por opera-la, ela está ótima, devemos a vida dela à Roland. Lamento sua partida tão breve, Brasília e o mundo perdem muito com sua saída de cena", lamenta.

Primeiro transplante

O promotor de Justiça Diaulas Ribeiro lembrou que Roland Montenegro, foi o médico que realizou o primeiro transplante de fígado em Brasília. "Roland preenchia todos os requisitos essenciais para esse tipo de procedimento. Com a morte dele a gente perde um pedaço da nossa história e um pedaço do nosso futuro".

Entre as autoridades presente no velório, estavam o ex secretário de Cultura do DF, Silvestre Gorgulho, o médico Paulo Montenegro e o ministro Gilmar Mendes.

Roland Montenegro será cremado. A família está discutindo onde suas cinzas serão jogadas, se na chácara dele na região de Brasília ou no Rio Negro na Amazônia, local onde ele gostava de pescar, ficar em contato com a natureza e com os índios.


Gostou da matéria? Escolha como acompanhar as principais notícias do Correio:
Ícone do whatsapp
Ícone do telegram

Dê a sua opinião! O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores pelo e-mail sredat.df@dabr.com.br

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação