O inquérito que apura as três mortes deve ser concluído pela polícia nas próximas semanas. Investigadores da Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP) ainda aguardam o resultado dos laudos periciais dos celulares e notebooks apreendidos nas casas dos alvos.
Segundo o delegado-chefe da CHPP, Wisllei Salomão, um novo procedimento investigativo será instaurado para apurar possíveis novas vítimas. A polícia analisa ainda o relatório elaborado pelo Anchieta, que detalha o passo a passo de Marcos no dia das mortes das vítimas, em 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025.
Letícia Mendes, filha da agente de políticas públicas em saúde Rosangela Mendes (foto), 55 anos, registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (20/1) para investigar as circunstâncias da morte da mãe, ocorrida em janeiro de 2025, no Hospital Anchieta. Internada inicialmente para tratar uma pneumonia, Rosangela demonstrou um temor crescente durante a estadia na UTI. Segundo a família, ela chegou a confrontar a equipe sobre falhas em procedimentos, como medicações não informadas e problemas no manejo de sondas.
Com o registro da ocorrência, o objetivo da família é cruzar os dados do prontuário médico e as imagens das câmeras de segurança para verificar se algum dos suspeitos detidos teve acesso direto a Rosangela. O hospital tem até 30 dias para fornecer o material.
A PCDF informou não haver, até o momento, um número consolidado de ocorrências registradas após a prisão de Marcos. O delegado-chefe da CHPP, Wisllei Salomão, explica o desdobramento. "Vamos instaurar um novo inquérito policial para apurar se outras mortes podem ter sido provocadas por eles. Mas não há nada comprovado. Estamos apurando todos os fatos relatados por familiares que nos procuraram. É algo preliminar, que exige aprofundamento na investigação", frisou.
