O médico nefrologista Elber Rocha, coordenador do programa de transplantes de órgãos do Hospital Santa Lúcia, alerta para o crescimento da doença renal crônica, que compromete a função dos rins, na população brasileira, em todas as faixas etárias. Rocha explicou no CB.Saúde — parceria entre o Correio e a TV Brasília — que o aumento dos casos está ligado à maior incidência de hipertensão, diabetes, obesidade e uso sem acompanhamento médico de remédios anti-inflamatórios, suplementos e até esteróides.“A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que um a cada sete adultos, hoje, é portador de doença renal crônica. É uma taxa relativamente alta”, afirmou o especialista às jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte.
Leia também: Câncer de pâncreas: "Não é frequente, mas extremamente agressivo", diz oncologista
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Ele explica que a doença é silenciosa, ou seja, mesmo aqueles pacientes em estados avançados podem não apresentar sintomas clínicos de mal-funcionamento dos rins. Por isso, Rocha disse que é importante lembrar da função renal na hora de realizar exames de rotina, que pode ser observada pela análise da creatinina no sangue.
Leia também: Saiba o impacto da retirada de vacinas do calendário de imunização nos EUA
Quando questionado sobre o uso da creatina, suplemento usado principalmente para a aceleração da recuperação muscular, o nefrologista destaca que pessoas com disfunção grave do rim devem evitá-la. Também alerta para problemas relacionados à ingestão descontrolada da suplementação, que, de acordo com o médico, deve ser usada com a dose máxima de seis gramas por dia.
*Estagiário sob a supervisão de Márcia Machado
Assista à entrevista completa abaixo:
