
Internada ontem à tarde no Hospital Santa Lúcia Sul, para tratar um pneumotórax, a governadora Celina Leão (PP) se manifestou, por um vídeo, nas redes sociais. Nas imagens, ela aparece confiante, explica que a condição médica é caracterizada pela presença de ar no espaço pleural — a região entre os pulmões e a parede torácica) e agradece pelas orações. Segundo fontes ouvidas pelo Correio, o caso não é grave e a internação é voltada para a observação dos profissionais de saúde.
"Tenho que ser internada, estava com muita falta de ar, dor no pulmão. Eu não sou fraca, então quando eu fico assim, é preciso ver alguma coisa. E aí, fiz o exame e deu um quadro de pneumotórax. Para quem não sabe, isso é um ar entre o pulmão e a pleura. Mas eu estou bem, vou fazer hoje um procedimento para retirar esse ar", afirmou Celina.
Mais cedo, a governadora cumpriu agenda pública normalmente. Ela participou de um almoço de confraternização e homenagem em alusão ao Maio Amarelo, promovido pelo Detran-DF, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Depois, esteve na comemoração de aniversário da secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, Marcela Passamani.
No evento, Celina posou para fotos ao lado da aniversariante, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do ex-secretário de Governo Gustavo Rocha — nome apontado nos bastidores políticos como um dos principais nomes para compor a chapa governista nas eleições de 2026.
Ela lamentou ter cancelado compromissos previstos para este fim de semana em razão da internação. "Tinha tantas agendas especiais que precisei cancelar, como aniversário de amigos queridos hoje, corrida amanhã às 7h e a abertura do trânsito no Eixão", disse. Ao final da publicação, a governadora agradeceu pelas mensagens de apoio recebidas ao longo do dia. "Deus sabe todas as coisas. Obrigado pelas orações", completou.
Na sexta-feira,a chefe do Buriti concluiu uma semana de atividades intensas ao fechar o acordo entre o Governo do Distrito Federal (GDF), o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco de Brasília (BRB). As tratativas levaram um empréstimo de mais de R$ 6,5 bilhões ao BRB após um rombo nas constas da instituições após negócios com o Banco Master. "Nós conseguimos resolver uma crise em menos de 50 dias", declarou Celina.
Tratamento
O pneumotórax é uma condição médica caracterizada pela presença de ar no espaço pleural — a região entre os pulmões e a parede torácica. Esse acúmulo de ar comprime o pulmão, podendo provocar dor no tórax. Dependendo da causa, a condição é classificada em pneumotórax espontâneo, traumático ou iatrogênico.
De acordo com o médico generalista Guilherme Seith, o pneumotórax ocorre quando há entrada de ar no espaço entre o pulmão e a parede do tórax, região conhecida como espaço pleural. Esse acúmulo de ar impede que o pulmão se expanda normalmente durante a respiração, podendo causar desconforto e comprometimento da função respiratória. "Os sintomas mais comuns são dor súbita no peito e falta de ar. A gravidade depende da quantidade de ar acumulada e do impacto na função respiratória", explicou o especialista.
O pneumotórax pode surgir espontaneamente, sem uma causa aparente, ou estar associado a doenças pulmonares, traumas, procedimentos médicos e outras condições que afetam o sistema respiratório. Por isso, após o diagnóstico inicial, é comum que os médicos investiguem possíveis fatores que tenham desencadeado o problema. "É necessário investigar para excluir alguma doença que possa ter causado o quadro", ressaltou Guilherme Seith.
O tratamento varia conforme a extensão do pneumotórax e o estado clínico do paciente. Em situações mais leves, apenas observação médica e acompanhamento podem ser suficientes para que o organismo reabsorva o ar acumulado. Já nos casos mais significativos, pode ser necessário realizar um procedimento para drenagem, permitindo que o pulmão volte a se expandir adequadamente.
Segundo o médico, quando o diagnóstico é feito de forma precoce e o tratamento é conduzido corretamente, a evolução costuma ser positiva. "Em casos pequenos, o tratamento pode ser apenas observação e acompanhamento médico; nos mais importantes, pode ser necessária drenagem para retirar o ar e permitir a reexpansão do pulmão. Quando diagnosticado e tratado adequadamente, a maioria dos pacientes evolui bem", afirmou.
Ronayre Nunes - Correio Braziliense
SubeditorSubeditor da editoria on-line do jornal Correio Braziliense. Formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Faculdade de Comunicação (FAC) da Universidade de Brasília (UnB). Entusiasta de automobilismo, séries e entretenimento em geral.
