Colaborou Beatriz Ocke
Um misto de diversão e aprendizado! Assim, os visitantes do Zoológico de Brasília descrevem o recém-inaugurado Museu de Ciências Naturais, um dos principais espaços de educação ambiental do Zoo. Ali, o público tem contato com animais taxidermizados, cuja pele e aparência são preservadas após a morte, além de esqueletos e materiais conservados em meio líquido. Quem se aventura aprende sobre espécies nativas e exóticas, biodiversidade e conservação da fauna.
Foi o caso de Gabriel Mendes, 21 anos, e a noiva, Miriam Silva, 24. Os dois, que desconheciam o museu, se surpreenderam assim que entraram. "Eu nunca tinha ido a um museu como esse. Vi e fiquei muito curioso, quis saber como era a experiência", conta Gabriel. Além de elogiar a exposição, Mirian ressalta a vantagem de fazer a visita acompanhada de educadores ambientais. "É tudo muito bem explicado, todas as técnicas que eles usam para conservar os animais. Ficamos impressionados", declara.
Criado em 1994, o museu estava de portas fechadas desde 2022, após a detecção de falhas graves em sua estrutura. Com a reforma, que incluiu melhorias na segurança, ampliação da acessibilidade para pessoas com deficiência (PCD) e banheiros modernizados, o local reabriu há uma semana. O diretor-presidente do Zoológico, Wallison Couto, explica que o projeto inicial era modesto, mas foi expandido.
Leia também: Zoológico de Brasília entra para a rede global de conservação
"Quando assumimos a gestão, em 2023, planejávamos apenas uma manutenção no museu. Porém, durante as avaliações técnicas, nossa equipe de engenharia detectou problemas estruturais mais sérios, o que exigiu uma reforma muito maior do que a prevista inicialmente. O período fechado foi necessário para garantir mais segurança e entregar um espaço totalmente revitalizado", afirma ao Correio.
Interatividade e acessibilidade
Ao celebrar a reabertura, Wallison Couto completou: "Fizemos algumas adaptações, trouxemos mais animais, mais interatividade e mais acessibilidade para o público. Está bem diferente e mais divertido para as crianças também". O acervo reúne quase 200 peças biológicas, como animais preservados em meio líquido e esqueletos nativos e exóticos.
O roteiro educativo é dividido em três etapas expositivas. A primeira aborda a osteotécnica (estudo dos esqueletos); a segunda trata da evolução dos animais; e a terceira oferece uma área interativa totalmente voltada para o bioma Cerrado. Entre as principais atrações estão o esqueleto da girafa Yvelize, que viveu no local até 2018 e tem 4,30 metros de altura, e o corpo do tigre Rabisco, que passou por taxidermia moderna — técnica que utiliza espuma expansiva para garantir contornos mais naturais a olhos e boca, substituindo o antigo empalhamento com palha.
O casal Marcos Antonio Oliveira, 58, e Andreia Ramalho, 49, por exemplo, se encantou com Rabisco. Moradores de Abadiânia (GO), eles vieram a Brasília para visitar um parente, mas aproveitaram para dar um pulo no Zoo. O museu, que de longe chama atenção por sua fachada carismática — com pinturas, jardim e deck —, não ficou de fora.
"É muito divertido ter acesso a esses bichos que a gente nem sabe, na realidade, como são e de que forma se comportam. Quase sempre só os vemos pela tevê", conta Andreia. Para Marcos, o que mais impressiona na experiência da visita é entender a história de cada animal ali presente. "É incrível saber que eles (os animais representados) passaram por esse zoológico. Vários moraram por décadas aqui e, quando estavam vivos, certamente encantaram muita gente", comenta o visitante.
Leia também: Zoológico de Brasília reinaugura Museu de Ciências Naturais com novas peças
Experiência positiva
A paulista Patrícia Pereira, 52, faz questão de deixar claro que tem apenas coisas boas para falar de sua experiência no museu. "A curadoria é bem feita, e as pessoas que trabalham aqui conhecem tudo e são todas muito educadas", avalia. Em Brasília a trabalho, Patrícia revela que o esqueleto da elefante foi o que mais a marcou. "Achei incríveis os ossos dele, não tinha ideia de que eram tão grandes assim", destaca.
Para Luana Gabriela Gomes, 22, a visita ao museu foi uma oportunidade de fazer um programa diferente com o namorado, Gabriel Magalhães, morador de Minas Gerais. "Eu estava curioso para conhecer um pouco mais da cidade e posso garantir que valeu a pena ter vindo", diz o rapaz. O que mais chamou atenção de Luana foi a parte interativa e sensorial do museu, na qual os visitantes podem tocar na pele real de bichos que viveram no zoológico. "Tudo é pensado para nos passar a sensação de realidade", comenta.
O secretário de Meio Ambiente, Rafael Santana, destacou o vínculo afetivo dos brasilienses com o local. "O Zoo é um ambiente de memória. A gente se lembra da família, dos pais, dos amigos, dos piqueniques. Esse espaço vem para realçar essa memória, com animais taxidermizados, todos reais, e experiências para a criançada e para toda a família", celebra.
E o diretor-presidente do Zoo garante: "A maioria dos animais é daqui mesmo". "Não é porque o animal morreu que perdemos o contato com ele. A gente traz para o museu, e a população consegue continuar apreciando-o e conhecendo", destaca.
As visitas ao museu são guiadas por educadores ambientais, de terça a domingo, das 9h às 12h e das 13h30 às 16h30.
Saiba Mais
-
Revista do Correio 7 receitas práticas de sopas para os dias frios
-
Revista do Correio 5 dicas para se preparar para o Enem e principais vestibulares
-
Revista do Correio 5 dicas para se preparar para o Enem e principais vestibulares
-
Revista do Correio Gêmeos: 13 curiosidades sobre o signo mais comunicativo do zodíaco
