Educação

Jovens com altas habilidades do DF vão apresentar projetos nos EUA

As duas crianças vão embarcar para os Estados Unidos em setembro para mostrar suas pesquisas em Havard e MIT

Rafael Kessler e Lucas Freitas -  (crédito: Manuela Sá/CB/D.A Press)
Rafael Kessler e Lucas Freitas - (crédito: Manuela Sá/CB/D.A Press)

Os jovens cientistas Lucas Freitas e Rafael Kessler, ambos com 12 anos, que têm altas habilidades, foram personagens principais de uma reunião no Palácio do Buriti, nesta segunda-feira (24/8). Os estudantes irão participar da Global Health Catalyst Summit 2026, nos Estados Unidos, onde irão apresentar seus projetos científicos, que unem saúde e tecnologia, em Harvard e no MIT, duas das universidades mais conceituadas do mundo.

Durante a missão, que dura de 16 a 22 de setembro, Lucas Vieira irá apresentar sua pesquisa sobre criptografia quântica de prontuários médicos. O jovem comenta que a ideia é garantir mais segurança para esses documentos. "Hoje em dia, é muito comum que hackers peguem esses dados e esperam para descriptografar anos depois, porque eles se tornam muito valiosos. Eu desenvolvi o projeto para tornar impossível fisicamente descriptografar esses documentos", afirmou. 

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O jovem também conta que, além do orgulho que sente de ter atingido esse patamar, ele também passou por muitas dificuldades. "Minha trajetória até aqui foi muito desafiadora, principalmente, pela falta de suporte do nosso país e também pelo custo, porque tudo é muito caro. Eu sinto que ainda tem muito mais pela frente, mas eu já percorri um bom caminho", pontuou Lucas.

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Márcia Freitas, 44, mãe de Lucas, também ressalta a importância de incentivo para jovens com altas habilidades no DF. "A trajetória é muito difícil. Até encontrar um lugar que respeite como ele é, é uma jornada muito inglória. O trabalho que ele faz não consegue ser revisado por um professor do ensino médio, por exemplo", afirma Márcia. 

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O projeto de Rafael Kessler, outro jovem com altas habilidades, irá apresentar sua pesquisa na área de processamento digital de imagens médicas. Segundo Robertha Munique, 43, mãe de Rafael, a pesquisa ainda está no início, entretanto, mostra-se promissora. "Ainda iremos fazer outros experimentos, não dá para revelar todos os segredos agora (risos). Mas ela está relacionada ao câncer", explicou. 

Mesmo com os desafios, ver seu filho palestrar sobre a sua pesquisa nos Estados Unidos demonstra o poder que a educação tem. "Estamos muito ansiosos. É um desafio viajar para fora do Brasil, mas mostra o potencial de uma criança que aprendeu tudo sozinho", pontuou. 

Durante o evento no Buriti, a governadora Celina Leão (PP) recebeu os jovens e falou sobre a necessidade de ampliar a quantidade de programas para altas habilidades de modo que todas as crianças tenham um ambiente adequado para o estudo. Ela também defendeu a criação de mecanismos capazes de alavancar as pesquisas desses estudantes. “A gente pode crescer e ter programas, inclusive, com encaminhamento e custeio de passagens. Precisamos mandar isso para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. O melhor que temos no DF é o povo que vive aqui”, afirmou.

Sobre políticas públicas que apoiem estudantes superdotados, o secretário de Educação, Thiago Peixoto, detalhou que o primeiro passo é identificar esses jovens. Em seguida, devem ser criados programas para potencializar esses talentos. Outro projeto é a criação de um museu no DF voltado à ciência e à criatividade com uma proposta similar à do Museu de Ciência e do Discovery Museum, em Boston. “Esses espaços podem despertar nas crianças esse olhar científico e da academia”, ressaltou.

* Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates

 

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postado em 24/08/2026 18:36
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