Ameaça de atentado

Grupo extremista compartilhavam plantas de prédios de Brasília e manuais de explosivos

Segundo a PCDF, investigados trocavam arquivos sobre edificações da região central de Brasília e discutiam alvos, formação tática e recrutamento para mobilização prevista para o período eleitoral 2026

O grupo extremista suspeito de planejar um atentado em Brasília, compartilhava plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios da região central da capital, além de manuais para fabricação de explosivos. Os oito investigados foram alvo de mandado de busca e apreensão em uma operação coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta terça-feira (4/8). Os suspeitos, com idades entre 19 e 31 anos, foram localizados nos  Estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. 

Nas comunicações analisadas pelos oficiais, o grupo fazia referências reiteradas a Brasília como destino de uma mobilização prevista para o período eleitoral de 2026. Além das plantas e dos manuais de fabricação de explosivos, foi identificado discussões sobre invasão de edificações, seleção de alvos, formação tática e recrutamento interestadual.

Segundo a PCDF, a investigação teve início após o recebimento do relatório técnico elaborado pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A partir das informações recebidas, a Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) instaurou o inquérito policial para aprofundar a análise da investigação. 

As medidas cautelares, de acordo com a PCDF, têm como finalidade preservar as provas digitais e materiais, apreender dispositivos eletrônicos, identificar possíveis conexões ainda desconhecidas pelas forças de segurança e esclarecer o grau de organização e o estágio de desenvolvimento das ações discutidas. 

A investigação apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo, sem enquadramento dos fatos, neste momento, na Lei de Terrorismo. A responsabilização individual dependerá da análise pericial dos materiais apreendidos e da conclusão do inquérito policial.

Segundo a PCDF, as Investigações continuarão com base nos materiais, porventura colhidos, a fim de delinear as circunstâncias, autoria e materialidade de possíveis infrações penais, sob sigilo.

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