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Cappelli promete decreto no 1º dia contra esgoto a céu aberto no DF

Em debate na Band, candidato do PSB coloca saneamento básico nas periferias como prioridade zero e critica ritmo de obras de hospitais da gestão Celina Leão

Respondendo ao questionamento de uma moradora da Região Norte do Distrito Federal sobre quais seriam as obras prioritárias do seu eventual governo, o candidato Ricardo Cappelli (PSB) apontou a infraestrutura básica e a erradicação do esgoto a céu aberto como sua meta número um. O ex-interventor federal enfatizou que pretende decretar situação de emergência já no primeiro dia de mandato para intervir nas áreas mais vulneráveis da capital.

Em sua fala inicial, Cappelli projetou o início de sua gestão com medidas imediatas e citou comunidades onde constatou a ausência de serviços essenciais durante suas agendas públicas:"no dia 6 de janeiro de 2027, quando eu assumir o governo, nós vamos fazer no primeiro dia contratações emergenciais para acabar com esgoto a céu aberto no Distrito Federal. Gente, eu estou há um ano e meio dormindo na casa das pessoas, visitando todas as cidades do Distrito Federal. Você chega em Santa Luzia, tem 20 mil pessoas, crianças morando sem saneamento, sem água, com esgoto a céu aberto. Você chega em São Sebastião, é a mesma situação."

Para embasar a urgência da pauta de infraestrutura, o prefeitável listou diversas localidades e periferias do DF que enfrentam a mesma carência estrutural, classificando o cenário como inaceitável para a capital do país. "É a mesma situação no Morro da Cruz, na Vila do Boa, no Capão Comprido. É a mesma situação no Setor Primavera. É a mesma situação na Vila São José. É a mesma situação na Vila Rabelo. Aqui, gente, é a capital do Brasil. Essa cidade foi construída para ser exemplo, para orgulhar o nosso país. Não é possível que, em pleno século XXI, nós tenhamos milhares de pessoas vivendo, crianças brincando nas ruas com o esgoto a céu aberto. Infraestrutura, essa é a minha prioridade."

Embora tenha elegido o saneamento como prioridade zero, Cappelli expandiu sua resposta para desequilíbrios na saúde e na educação, apontando a sobrecarga das salas de aula em regiões administrativas e a fila por exames especializados. "Mas não é a única. Nós vamos ampliar as policlínicas, construir mais dez policlínicas, porque nós temos mais de um milhão de pessoas aguardando consultas e exames com especialistas. Então, nós precisamos ampliar as policlínicas. Nós vamos ampliar as escolas, porque aqui tem uma coisa curiosa. A média de crianças em sala de aula no Plano Piloto é 17. Mas sabe quanto é a média de crianças em sala de aula em Samambaia, no Paranoá, em São Sebastião, em Santa Maria? É mais de 35 crianças. Os professores estão adoecendo porque não têm apoio. Nós precisamos construir mais escolas, dar mais apoio aos professores."

Finalizando o tempo de resposta, o postulante do PSB voltou a criticar o ritmo de execução de obras públicas do atual governo, rebatendo declarações anteriores da governadora Celina Leão sobre entregas de unidades hospitalares. "Nós precisamos mudar a infraestrutura. Agora, mudar a infraestrutura colocando gente por dentro. A governadora disse há pouco que o Hospital do Recanto está na segunda laje. Tem mais de um ano de obra. São quantas lajes? São 10? Vai levar quanto tempo? 15 anos para construir? Eu visitei o Hospital do Recanto das Emas, gente. Mais de 100 milhões de investimentos, a obra não anda. O Hospital de São Sebastião, eu estive lá, só tem a placa e o terreno."

 

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