SETEMBRO VERDE

Casos como o do ator Chadwick Boseman são raros, diz especialista

Em entrevista ao CB.Saúde, o médico Edvaldo Lima explica que maioria dos casos de câncer colorretal, como o do astro de 'Pantera Negra', tem tratamento

Jéssica Gotlib
postado em 03/09/2020 17:44
Especialista orienta que pessoas com sintomas, como alteração no hábito intestinal, busquem ajuda o mais rápido possível -  (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Especialista orienta que pessoas com sintomas, como alteração no hábito intestinal, busquem ajuda o mais rápido possível - (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

Este mês é palco de algumas campanhas na área de saúde, entre elas o Setembro Verde, criada para alertar a população sobre a importância da prevenção e do tratamento do câncer colorretal — que acomete cerca de 40 mil brasileiros a cada ano, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Há poucos dias, a doença vitimou o astro de Hollywood Chadwick Boseman, estrela do filme Pantera Negra.

Para entender melhor a perda precoce do ator e saber mais sobre a patologia, o CB.Saúde — parceria entre o Correio e a TV Brasília — recebeu nesta quinta-feira (3/9) o coloproctologista e diretor do Hospital São Francisco do DF, Edvaldo Lima. O médico contou que casos tão agressivos quanto o de Boseman são raros.

“Se entende, pela idade dele, que foi abaixo dos 60 anos, que deveria ser uma mutação genética ou talvez uma doença inflamatória intestinal não bem tratada. Ou outras causas, desconhece-se. Mas esse percentual é pequeno, chegando a 6%”, comentou.

Ele ainda lembrou que a maioria dos casos de câncer desse tipo são evitáveis com a descoberta precoce da doença. “Os pacientes com idade de 50 anos ou mais, sem nenhuma queixa clínica, devem procurar o serviço de coloproctologia para fazer o seu rastreamento que vai desde uma pesquisa de sangue oculto nas fezes, uma retossigmoidoscopia e o exame que é padrão ouro, ou seja, que é eficiente, a colonoscopia”, orientou.

Cuidados especiais

Para quem tem algum sintoma ou histórico familiar, as recomendações são de fazer um acompanhamento médico ainda mais cedo, por volta dos 40 anos. “Aqueles com histórico familiar de câncer, câncer de mama no caso das mulheres, de útero, de ovário, ou de tireoide têm que antecipar esses exames, essa procura ao médico, em pelo menos uns dez anos”, ressalvou.

Pessoas com doenças inflamatórias pré-existentes também devem ficar atentas. “Outra situação são aqueles pacientes portadores de doença inflamatória intestinal, a partir do décimo ano de doença ele também tem que ser acompanhado por um especialista”, colocou o especialista.

Assista à entrevista completa:

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