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Entenda por que a grande conjunção se chama "Estrela de Belém"

Fenômeno poderá ser observado na noite desta segunda-feira a olho nu

Thays Martins
postado em 21/12/2020 19:41 / atualizado em 21/12/2020 20:02
 (crédito: Divulgação/Nasa)
(crédito: Divulgação/Nasa)

O fenômeno que poderá ser observado nos céus nesta segunda-feira (21/12) leva o nome de Estrela de Belém. Trata-se do encontro entre os planetas Júpiter e Saturno, o que não acontecia há 400 anos.

Próximo ao Natal, o nome do fenômeno faz uma alusão à história bíblica. Segundo o livro sagrado, a Estrela de Belém teria guiado os Três Reis Magos ao local do nascimento de Jesus. "A data em que ele ocorre coincide com o solstício de verão no hemisfério Sul e a proximidade com a data comemorativa do Natal.
Na antiguidade a data do solstício de inverno no hemisfério Norte ocorria no dia 24/12 e era a noite mais longa do ano. Então o dia 25/12 marcava o início de noites cada vez mais curtas, ou seja, saía de um período de trevas para a luz em que o ápice do dia mais longo ocorria em junho, marcando o solstício de verão no hemisfério Norte", explica Ricardo Melo, do Clube de Astronomia de Brasília. 

A teoria de que se trata do mesmo fenômeno é do astrônomo alemão Johannes Kepler e foi proposta no século 17. Segundo ele, essa mesma conjunção planetária teria acontecido por volta do do ano 6 A.C. e seria ela que estaria sendo citada na história do nascimento de Jesus Cristo.

Nesta segunda, como um presente dos magos, o fenômeno ficará visível a olho nu na maior parte do mundo. E ainda coincidiu com o solstício de verão no Hemisfério Sul.

Após o ápice do fenômeno, ele ainda poderá ser visto pelos próximos dias.

 

 

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