PANDEMIA

Vacinas não causam infertilidade, mas covid-19, sim, mostra estudo

De acordo com a pesquisa da Universidade de Boston, vacinados não tiveram alteração na fertilidade ao contrário de homens que contraíram covid-19

Thays Martins
postado em 21/01/2022 11:29 / atualizado em 21/01/2022 11:31
 (crédito: reprodução )
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Um novo estudo feito pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, mostrou que vacinar contra a covid-19 não causa infertilidade. Porém, a pesquisa aponta que a covid-19 pode tornar homens inférteis a curto prazo.

Publicado no American Journal of Epidemiology, o estudo avaliou casais que estavam tentando ter um filho e não encontrou nenhuma evidência de que as taxas de fecundação e a probabilidade de concepção sofreram alteração devido à imunização contra a covid-19. O estudo levou em conta imunizados com a vacina da Pfizer, Janssen e Moderna.

Por outro lado, o estudo aponta que homens que tiveram covid-19 podem ter a fertilidade reduzida temporariamente, o que os cientistas destacam que poderia ser evitado por meio da vacinação.

Para a pesquisa, os cientistas analisaram dados de 2.126 mulheres e parceiros entre dezembro de 2020 e novembro de 2021. Os pesquisadores calcularam a probabilidade de concepção por ciclo menstrual usando dados do último período menstrual das participantes, duração típica do ciclo e status da gravidez.

As taxas de fertilidade entre as participantes que receberam pelo menos uma dose de uma vacina foram quase idênticas às participantes não vacinadas. A fecundidade também foi semelhante para os homens que receberam pelo menos uma dose de uma vacina em comparação com participantes não vacinados.

Já os homens que testaram positivo para covid-19 dentro de 60 dias de um determinado ciclo reduziram a fertilidade em comparação com homens que nunca testaram positivo.

O resultado é semelhante aos achados em outros estudos que apontam a infertilidade como uma das consequências da covid-19. Uma pesquisa feita na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), avaliou amostras de tecidos extraídos na autópsia de homens que morreram em consequência da covid-19. O resultado indicou uma série de lesões testiculares que podem ser atribuídas a alterações inflamatórias que diminuem a produção de espermatozoides. 

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