
"Há anos estudamos o envelhecimento celular em busca de estratégias para melhorar as taxas de sucesso das técnicas de reprodução assistida. As evidências científicas ainda são escassas, e muitas terapias propostas são experimentais ou carecem de comprovação científica robusta de superioridade em relação às terapias atualmente existentes. As diferenças fisiológicas entre as espécies, juntamente com as questões éticas envolvidas na manipulação de gametas e embriões humanos, além das variações na resposta ao tratamento, são barreiras que complicam a extrapolação dos dados obtidos em modelos animais. À medida que o conhecimento avança, a comunicação clara e a educação sobre expectativas realistas sobre os tratamentos de fertilidade são vitais para que os pacientes façam escolhas informadas. Com a esperança de decifrar a fórmula para retardar ou rejuvenescer o sistema reprodutor feminino, meu sonho é que as taxas de sucesso, quem sabe, um dia cheguem a 100%."
Natália Paes, médica ginecologista especialista em reprodução assistida da Maternidade Brasília, da
Rede Américas
