Aliados dos adeptos da musculação, o whey protein e o leite em pó são dois dos produtos mais procurados para o pós-treino. Capazes de exercer funções importantes nas dietas alimentares dos frequentadores de academias, os dois dividem prós e contras. Mas, afinal, existe opção mais ou menos vantajosa?
Em entrevista ao Correio, a nutricionista formada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Isabella Silva Castro, explica que não há escolha ideal. De acordo com ela, a opção mais vantajosa varia entre diversos fatores, levantados após uma avaliação individualizada com o paciente.
Entre os exemplos estão: objetivo com a dieta; ingestão alimentar habitual; tolerâncias gastrointestinais; rotina; nível de treinamento; e necessidades nutricionais específicas. Ela ainda ressalta que a suplementação alimentar não é algo indicado para todos os indivíduos.
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"Quando falamos em opções vantajosas, não existe uma única resposta universal. Além do whey protein e do leite em pó, é possível alcançar a adequação proteica por meio de alimentos. Exemplos são carnes, ovos, derivados do leite e também proteínas de origem vegetal, como feijão, grão-de-bico, soja e ervilha", destacou.
"De forma geral, a primeira estratégia deve ser sempre atingir as necessidades proteicas por meio da alimentação utilizando a suplementação apenas quando isso não é possível de forma prática ou suficiente", completou a especialista.
Importância do acompanhamento
Conforme explica a nutricionista, o whey é um suplemento alimentar obtido a partir do soro do leite com alta concentração proteica. O leite em pó, por outro lado, consiste no leite submetido a um processo de desidratação, que preserva proteínas de alto valor biológico, como gorduras vitaminas e minerais.
Ainda que não tenha apontado uma opção mais vantajosa do que a outra, Isabella ressalta que, a depender do cenário, é possível escolher de forma mais favorável às próprias demandas. De acordo com ela, o whey protein, por ter capacidade de absorção mais rápida por parte do corpo, pode ser melhor como complemento proteico, principalmente para aqueles que não conseguem atingir as próprias necessidades proteicas apenas com a alimentação. No entanto, o leite em pó, que é mais completo em relação à proporção nutricional, é mais indicado para refeições mais bem estruturadas.
"O whey protein tem a alta concentração de proteína por porção, a rápida absorção e a praticidade de uso no dia a dia são pontos fortes. No entanto, pode pesar no bolso e causar desconfortos gastrointestinais. A depender da formulação, o leite em pó tem excelente composição nutricional. É, também, uma opção acessível, prática e versátil. Vale ressaltar, no entanto, que ele apresenta menor concentração proteica por porção e uma absorção mais lenta pelo organismo", diferenciou.
Isabella destaca que, acima de tudo, o acompanhamento profissional é primordial. Ainda que seja recomendado que toda refeição contenha uma fonte de proteína, a complementação, embora importante, precisa ser feita de forma calculada e bem organizada. "É importante que não seja somente observado o consumo imediato do produto pós-treino, mas, principalmente, garantir que as proteínas foram digeridas de forma adequada, completa e bem distribuída entre as refeições", explicou.
"É fundamental ressaltar que a suplementação deve ser indicada por um profissional, que vai avaliar de forma individualizada essa suplementação. Esse profissional indicará o tipo mais adequado, a dose correta, e melhor forma de inseri-la na rotina alimentar. Isso garante segurança eficácia, e melhores resultados", acrescentou.
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