Um surto do vírus Nipah causa imensa preocupação entre autoridades da Índia. Cinco casos já foram detectados neste ano entre profissionais de saúde, e cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena, no estado de Bengala Ocidental.
Aeroportos na Tailândia, Nepal e Taiwan adotaram medidas de segurança para evitar a disseminação da infecção, aplicando triagens e exames semelhantes aos que foram utilizados durante a pandemia do covid-19.
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O Nipah está incluído na lista da Organização Mundial de Saúde (OMS) de patógenos que podem causar pandemias. A entidade aponta que a infecção é letal entre 40% a 75% dos casos.
O vírus é zoonótico, ou seja, é transmitido de animais para humanos, podendo também circular por meio de alimentos e entre pessoas. Os infectados podem ter infecções assintomáticas, além de doenças respiratórias e encefalite.
Apesar do recente surto, o vírus não é novidade para a OMS: o primeiro surto foi identificado em 1999 entre criadores de suínos, na Malásia. Mais de 100 pessoas morreram e milhões de porcos tiveram de ser abatidos. A vila onde a crise aconteceu dá o nome ao vírus.
Segundo a OMS, países como Bangladesh e Índia sofrem com surtos quase anuais desde 2001. Os recentes casos preocupam especialmente a China, que recentemente flexibilizou as regras de visto para viajantes indianos às vésperas das festividades do Ano Novo Lunar.
Sintomas e tratamento
Em geral, pessoas infectadas pelo Nipah desenvolvem sintomas iniciais como febre, vômitos, dores musculares, de cabeça e na garganta. Tonturas, sonolência e encefalite aguda são alguns dos sintomas da fase seguinte.
Algumas pessoas também podem apresentar pneumonia atípica e problemas respiratórios graves. Encefalite e convulsões acontecem nos casos graves, levando ao coma em até 48 horas.
De acordo com a OMS, ainda não existem medicamentos ou vacinas específicas para a infecção pelo vírus Nipah. A recomendação é o tratamento intensivo de suporte para complicações respiratórias e neurológicas graves.
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