ESTUDO

Nova técnica permite diagnósticos de doença cardíaca pela pele

Tecnologia portátil permite mapear microvasos e antecipar riscos cardíacos

Até o surgimento dessa tecnologia, os médicos não tinham uma forma precisa e não invasiva de medir essas mudanças corporais. -  (crédito: Imagem gerada por inteligência artificial )
Até o surgimento dessa tecnologia, os médicos não tinham uma forma precisa e não invasiva de medir essas mudanças corporais. - (crédito: Imagem gerada por inteligência artificial )

Cientistas da Universidade Técnica de Munique desenvolveram uma tecnologia de imagem inovadora, chamada “fast-RSOM”. O equipamento é capaz de identificar sinais precoces de doenças cardiovasculares através da pele, de forma não invasiva, e sem a necessidade de cortes ou agulhas.

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O fast-RSOM permite captar o impacto real de fatores de risco como tabagismo, pressão alta e obesidade no sistema vascular antes do surgimento de complicações graves. A tecnologia foca na saúde microvascular, especialmente na disfunção endotelial microvascular — condição caracterizada pela incapacidade dos microvasos de se expandirem e se contraírem adequadamente.

Segundo o estudo, o sistema utiliza pulsos de luz para criar mapas tridimensionais detalhados dos menores vasos sanguíneos do corpo. Diferente de grandes equipamentos hospitalares, o dispositivo é portátil e rápido, o que amplia suas possibilidades de uso. A proposta dos pesquisadores é integrar a tecnologia à rotina clínica e, possivelmente, aplicá-la em consultórios ambulatoriais para avaliação de pacientes com maior risco de eventos cardíacos.

Antes do desenvolvimento do fast-RSOM, os médicos não dispunham de uma ferramenta precisa e não invasiva para medir essas alterações no sistema vascular. Ao permitir o monitoramento detalhado da saúde microvascular, o dispositivo contribui para intervenções preventivas e tratamentos personalizados, além de reduzir custos de saúde a longo prazo ao priorizar a prevenção e o acompanhamento de mudanças no estilo de vida ou terapias específicas.

A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da Helmholtz Munich e da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha. O projeto foi liderado por especialistas das áreas de bioengenharia, imagem biológica e cirurgia vascular.

 

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postado em 23/01/2026 15:46
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