QUÍMICA

Tragédia em piscina acende alerta sobre uso de produtos químicos

Sem supervisão técnica, piscinas coletivas e produtos químicos podem causar intoxicações e até mortes

<p>Existem versões diferentes, como cloro granulado, líquido ou em pastilhas. A escolha depende do tipo e do volume da piscina.</p>
 -  (crédito: Imagem gerada por i.a )

Existem versões diferentes, como cloro granulado, líquido ou em pastilhas. A escolha depende do tipo e do volume da piscina.

- (crédito: Imagem gerada por i.a )

O uso de produtos químicos exige cuidado, seja em atividades cotidianas ou na manutenção de piscinas. Em piscinas de uso coletivo, a atenção deve ser redobrada pois há alto risco de transmissão de doenças e possibilidade de reações químicas perigosas.

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A segurança dos banhistas depende da atuação contínua de profissionais de Química em parceria com os gestores dos locais. A tragédia em São Paulo, quando Juliana Bassetto, de 27 anos, morreu após entrar em uma piscina de academia, evidencia os riscos da falta de controle técnico. Acidentes envolvendo produtos de limpeza também têm crescido no país.

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Os relatos de intoxicação em empresas passaram de 35% em 2024 para 60% em 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (Abipla), em parceria com a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (abralim).

A pesquisa alerta que combinações sem conhecimento técnico podem liberar gases tóxicos, comprometer a desinfecção e até provocar morte. Os principais sintomas relatados foram tonturas, dores de cabeça intensas, inflamações nas vias respiratórias e nos olhos, náuseas e vômitos.

Para mitigar riscos, o Conselho Federal de Química (CFQ), os Conselhos Regionais de Química (CRQs) e Abipla mantêm ações conjuntas de conscientização. “Seja qual for o ambiente, para realizar a manutenção da piscina é recomendado sempre contratar uma empresa legalmente habilitada, registrada junto ao Conselho da região”, explica o químico e conselheiro do CFQ, Wagner Aparecido Contrera Lopes.

Ele destaca ainda a importância da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que deve ser exigida pela instituição contratada. Empresas e condomínios podem recorrer a químicos autônomos, mas o alerta é claro: não deixar o serviço nas mãos de leigos, sob risco de sérios problemas.

O profissional de química é responsável por controlar parâmetros críticos da água, como cloro residual, alcalinidade e pH, além de garantir o uso de produtos legalizados e de boa procedência, preservando a saúde dos banhistas.

A Abipla e o CFQ defendem o fortalecimento da responsabilização sanitária em ambientes corporativos e uma legislação mais consistente para piscinas coletivas, assegurando segurança à sociedade por meio da supervisão técnica.

*Estagiária sob supervisão de Luiz Felipe

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postado em 12/02/2026 14:27
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