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Exercício físico aumenta proteína que protege o cérebro, diz estudo

Pesquisa mostra que melhora do condicionamento físico potencializa efeitos de apenas 15 minutos de atividade aeróbica no funcionamento cerebral

Um estudo realizado por pesquisadores da University College London (UCL) indicou que melhorar o condicionamento físico pode aumentar a liberação de uma proteína essencial para o cérebro após uma única sessão de exercício. Os resultados mostram que apenas 15 minutos de atividade aeróbica moderada a intensa já são capazes de estimular essa resposta, principalmente em pessoas que passaram por um período sem treinamento físico.

A pesquisa, publicada na revista científica Brain Research, acompanhou 30 adultos sedentários durante um programa de exercícios de 12 semanas. Os participantes realizaram três sessões semanais de ciclismo, com o objetivo de melhorar o condicionamento físico. Ao longo do estudo, os cientistas avaliaram a capacidade aeróbica dos voluntários e os níveis de uma proteína chamada fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), substância ligada à saúde e ao funcionamento das células cerebrais.

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O BDNF é importante na formação de novos neurônios e na criação de conexões entre células do cérebro. A proteína também ajuda a preservar neurônios já existentes e está relacionada a processos como memória, aprendizagem e controle emocional.

Os resultados mostraram que, após o período de treinamento, o cérebro dos participantes passou a responder de forma mais intensa ao exercício. Embora os níveis da proteína em repouso não tenham mudado, os voluntários apresentaram picos maiores de BDNF após sessões intensas de atividade física. Esse aumento é devido à melhora do condicionamento aeróbico, medida por testes de consumo máximo de oxigênio, conhecidos como VO2 máximo.

Além disso, os pesquisadores observaram mudanças na atividade do córtex pré-frontal, região do cérebro responsável por funções executivas, como atenção, tomada de decisões e controle de impulsos. As alterações foram registradas principalmente em tarefas relacionadas à atenção e à capacidade de inibir respostas impulsivas.

De acordo com a coordenadora do estudo, a pesquisadora Flaminia Ronca, os resultados ajudam a entender melhor os benefícios do exercício para o cérebro. “Já sabemos há algum tempo que a atividade física faz bem à saúde cerebral, mas os mecanismos por trás desse efeito ainda estão sendo investigados. Nosso estudo mostra que, ao melhorar o condicionamento físico, o cérebro pode se beneficiar ainda mais de uma única sessão de exercício”, afirmou.

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