
Fernando Vidigal, oncologista do Hospital Brasília e diretor regional da Oncologia Américas Brasília
"Se essa estratégia evoluir para uso clínico, poderemos ter tratamentos com menor toxicidade sistêmica; maior precisão; e potencial combinação com imunoterapia ou terapias-alvo. Mas é importante reforçar que ainda estamos em uma fase muito inicial, e isso está longe de substituir os tratamentos atuais no curto prazo. O ponto mais interessante do estudo é que ele muda a lógica do alvo terapêutico. Até hoje, focamos principalmente em mutações genéticas. Aqui, estamos falando de explorar alterações epigenéticas, como a metilação, que são dinâmicas e potencialmente reversíveis. Isso abre uma nova fronteira na oncologia, a possibilidade de tratar o câncer não só pelo 'código genético', mas também pela forma como esse código é regulado."
