Abordagem individual

Inácia Simões
 -  (crédito: Arquivo pessoal)
Inácia Simões - (crédito: Arquivo pessoal)

"Há um conceito emergente que propõe que a atividade da enxaqueca é moldada por um modelo em camadas que inclui: vulnerabilidade biológica de base; moduladores ambientais de médio prazo, como condições climáticas semanais; e gatilhos agudos como exposição diária à poluição. O modelo explica por que o mesmo poluente pode ter efeitos diferentes dependendo do contexto climático e da susceptibilidade individual. Por exemplo, o NO2 tem efeito mais pronunciado durante as semanas quentes de verão, enquanto o PM2.5 é mais problemático em momentos frios e úmidos no inverno. Essa compreensão sugere que estratégias preventivas devem ser personalizadas sempre. Além disso, deve-se considerar múltiplos fatores simultaneamente, não apenas a poluição isoladamente. O uso de apps, por exemplo, pode ajudar pacientes a identificar seus gatilhos individuais específicos."

Inácia Simões, anestesiologista e especialista em medicina da dor da clínica Saint Moritz

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postado em 04/07/2026 05:12
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