Proteção
• Os cerca de 2.260 sítios designados pela Unesco abrangem aproximadamente 13 milhões de km², uma área maior que a China e a Índia juntas.
• Mais de 900 milhões de pessoas, cerca de 10% da população mundial, vivem em e ao redor dos sítios designados pela Unesco.
• Mais de 1 mil línguas foram documentadas nesses sítios, representando aproximadamente 15% de todas as línguas vivas.
• Pelo menos 25% abrangem terras e territórios de povos indígenas, chegando a quase 50% na América Latina e no Caribe e na África.
• Esses sítios abrigam mais de 60% das espécies mapeadas globalmente, com cerca de 40% encontradas apenas lá.
• Esses locais abrangem quase 3 milhões de km² de Áreas-Chave para a Biodiversidade (KBAs), os locais mais críticos do planeta para a natureza, uma área aproximadamente do tamanho da Índia.
• Os sítios designados pela Unesco protegem até um terço dos elefantes, tigres e pandas restantes no mundo, e pelo menos um em cada dez grandes símios, girafas, leões, rinocerontes e dugongos.
• Os sítios absorvem 700 megatoneladas líquidas de CO2 por ano, o equivalente às emissões anuais da Alemanha provenientes de combustíveis fósseis, sendo que as florestas representam cerca de 85% dessa absorção.
• As florestas dentro dos sítios da Unesco representam cerca de 15% de todo o CO2 absorvido pelas florestas em todo o mundo.
• Os sítios da Unesco armazenam cerca de 240 gigatoneladas de carbono, o equivalente a quase duas décadas das emissões globais atuais de combustíveis fósseis, se liberadas na atmosfera.
Desafios
• Quase 90% dos sítios designados pela Unesco estão expostos a altos níveis de estresse ambiental devido a atividades humanas e riscos relacionados ao clima.
• Todas as regiões são afetadas, sendo as tropicais as mais expostas devido à combinação de pressões sobre a biodiversidade, o clima e a atividade humana.
• Mais de 300.000 km² de cobertura arbórea foram perdidos em sítios designados pela Unesco desde 2000, uma área maior que a República do Congo, com cerca de 2/3 dessa perda devido à expansão agrícola e à exploração madeireira.
• Com a intensificação das mudanças climáticas, os incêndios florestais induzidos pelo clima são o principal fator de perda florestal em sítios designados pela Unesco.
• 98% dos locais sofreram pelo menos uma condição climática extrema desde 2000, sendo o calor extremo a mais prevalente
• O número de locais designados pela Unesco impactados por riscos relacionados ao clima (secas, inundações, incêndios e branqueamento de corais) aumentou 40% na última década.
• Os sistemas naturais em mais de 1 em cada 4 locais podem atingir pontos de inflexão críticos já em 2050.
* Quase todos os recifes de coral em mais de 90 locais designados pela Unesco devem sofrer eventos anuais de branqueamento.
* Geleiras podem desaparecer completamente em mais de 40 locais designados pela Unesco — representando aproximadamente um terço desses locais — incluindo todas as geleiras restantes na África.
Fonte: People and Nature in UNESCO-Designated Sites: Global and Local Contributions, Unesco
