Grandes consequências

Francisco Eliseu Aquino -  (crédito: Arquivo pessoal)
Francisco Eliseu Aquino - (crédito: Arquivo pessoal)

Francisco Eliseu Aquino, climatologista do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

"De modo geral, a diminuição do gelo marinho ao redor da Antártida, que chega a 18 milhões de quilômetros quadrados em condições normais no auge do inverno — por volta de setembro —, amplifica e favorece o ritmo do aquecimento global no Hemisfério Sul. Além disso, com águas um pouco mais aquecidas, há uma diminuição e um enfraquecimento da circulação oceânica, o que tende a favorecer ainda mais o aquecimento, tanto dos oceanos quanto da atmosfera. Esse sinal é mais recente no nosso hemisfério, se compararmos com o Ártico, onde, desde o final dos anos 1980 e início dos anos 1990, já se observava a diminuição do gelo marinho. O recorde ocorreu em 2012, então isso, sem dúvida, tem consequências na amplificação das mudanças climáticas e, claro, na intensificação de eventos extremos, como ondas de calor, estiagens e chuvas extremas na América do Sul."

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postado em 09/05/2026 05:02
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